Questão de Biologia — Origem e evolução da vida — CESPE / CEBRASPE 2023
Biologia›Origem e evolução da vida
Código
ce159180
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de São Cristóvão - SE
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental
A respeito de agrotóxicos e controles de pragas, assinale a opção correta.
AO uso de insetos estéreis é uma possibilidade de aplicação para erradicação de pragas.
BOrganismos geneticamente modificados são bastante empregados para controle de pragas.
CLipídeos compõem uma classe de compostos bioquímicos e são classificados como de baixa periculosidade.
DA classificação quanto ao potencial de periculosidade ambiental varia de I a IV, sendo que a IV refere-se a produtos altamente perigosos.
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GabaritoA — O uso de insetos estéreis é uma possibilidade de aplicação para erradicação de pragas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Agrotóxicos e controle de pragas
Gabarito: letra A. A técnica do inseto estéril (TIE) é um método de controle de pragas que consiste em criar, esterilizar (por radiação) e liberar grandes quantidades de machos da praga, que competem com os machos selvagens, reduzindo a população ao longo das gerações — é uma possibilidade real de aplicação para erradicação ou supressão de pragas. As demais alternativas contêm erros conceituais ou de classificação, como veremos.
A questão aborda métodos de controle de pragas e a classificação de periculosidade de agrotóxicos. O controle de pragas pode ser feito por métodos químicos (agrotóxicos), biológicos (predadores, parasitoides, patógenos) e físicos/genéticos (como a técnica do inseto estéril). A técnica do inseto estéril é um método de controle que não utiliza produtos químicos, sendo considerada uma alternativa ambientalmente mais segura. Ela é amplamente utilizada em programas de erradicação de moscas-das-frutas, mosca-do-mediterrâneo, entre outras pragas.
A classificação quanto ao potencial de periculosidade ambiental (PPA) dos agrotóxicos é estabelecida pela legislação brasileira (Lei 7.802/1989 e Decreto 4.074/2002), que define classes de I a IV, sendo a classe I a de maior periculosidade (produto altamente perigoso) e a classe IV a de menor periculosidade. A alternativa D inverte essa ordem, o que é um erro clássico.
Controle de pragas
1Métodos
Químico (agrotóxicos)
Biológico (predadores, parasitoides)
Físico/genético
Técnica do inseto estéril (TIE)
2Periculosidade ambiental (PPA)
Classe I — altamente perigoso
Classe II — muito perigoso
Classe III — perigoso
Classe IV — pouco perigoso
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A técnica do inseto estéril (TIE) é um método de controle de pragas que envolve a criação em massa, esterilização (geralmente por radiação gama) e liberação de machos estéreis da praga-alvo. Esses machos competem com os machos selvagens por fêmeas, e como não produzem descendentes, a população da praga diminui ao longo das gerações. É uma técnica utilizada em programas de erradicação ou supressão de pragas, como a mosca-das-frutas e a mosca-do-mediterrâneo. Portanto, a afirmação está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmação diz que organismos geneticamente modificados (OGMs) são "bastante empregados" para controle de pragas. Embora existam OGMs com resistência a pragas (como o milho Bt, que produz uma toxina inseticida), o termo "controle de pragas" refere-se a métodos que reduzem populações de pragas, e os OGMs são mais comumente utilizados para resistência a herbicidas ou a insetos, mas não são o principal método de controle. A afirmação é exagerada e imprecisa: os OGMs são empregados, mas não de forma tão abrangente a ponto de serem "bastante empregados" para esse fim específico. O erro está na generalização.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Lipídeos são uma classe de compostos bioquímicos (gorduras, óleos, ceras, etc.), mas a afirmação de que são "classificados como de baixa periculosidade" é incorreta. A periculosidade é uma classificação aplicada a agrotóxicos, não a compostos bioquímicos em geral. Além disso, alguns lipídeos podem ser tóxicos ou inflamáveis, e não há uma classificação genérica de periculosidade para lipídeos. A alternativa mistura conceitos de bioquímica com classificação toxicológica de agrotóxicos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A classificação quanto ao potencial de periculosidade ambiental (PPA) dos agrotóxicos varia de I a IV, mas a classe I é a de maior periculosidade (produto altamente perigoso), e a classe IV é a de menor periculosidade. A alternativa inverte a ordem, afirmando que a classe IV refere-se a produtos altamente perigosos, o que é o oposto do que estabelece a legislação. A classe I é a mais perigosa; a IV é a menos perigosa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão da escala de periculosidade: muitos candidatos confundem a classe IV com a mais perigosa, mas é a classe I que representa o maior risco ambiental. Lembre-se: quanto menor o número, maior a periculosidade.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre classificação de periculosidade de agrotóxicos, decore a ordem: Classe I (altamente perigoso) → Classe II (muito perigoso) → Classe III (perigoso) → Classe IV (pouco perigoso). E lembre-se de que a técnica do inseto estéril é um método de controle genético, não químico.