Questão de Redes de Computadores — Equipamentos de Redes — CESPE / CEBRASPE 2023
Redes de Computadores›Equipamentos de Redes
Código
ce160943
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEPLAN-RR
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista de Planejamento e Orçamento - Especialidade: Tecnologia da Informação
Acerca dos protocolos da família TCP/IP, dos protocolos usados nas redes sem fio e dos conceitos de routing e switching, julgue o item subsequente.A infraestrutura de switching tem como principal função criar ligações prioritárias entre os nós da rede (servidores, hubs etc.), com o objetivo de evitar o congestionamento do backbone IP. Sua única desvantagem em relação ao routing é o fato de que ela não permite o redirecionamento de rotas.
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Switching e Routing: funções e diferenças
Gabarito: ERRADO (E). A afirmação contém dois equívocos conceituais principais: (1) a função primordial do switching não é criar ligações prioritárias nem evitar congestionamento do backbone IP; e (2) a desvantagem apontada em relação ao routing não é a única e, em parte, é incorreta.
Switching vs Routing
1Switching (camada 2)
Encaminha por MAC
Microssegmentação LAN
Não interliga sub-redes
Sem roteamento dinâmico
2Routing (camada 3)
Encaminha por IP
Interconexão de redes
Roteamento dinâmico (OSPF, BGP)
Redirecionamento de rotas
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Análise do item
Função do switch: Um switch (camada 2 do OSI) encaminha quadros com base no endereço MAC de destino. Ele permite a microssegmentação de redes locais, reduzindo colisões, mas não tem como função principal “criar ligações prioritárias” – isso é atributo de mecanismos de QoS (Quality of Service) ou de switches gerenciáveis com funcionalidades de priorização. A expressão “evitar o congestionamento do backbone IP” é vaga e não reflete o papel típico do switch, que atua em redes locais (LAN), não diretamente sobre o backbone.
Desvantagem em relação ao routing: É verdade que um switch tradicional (camada 2) não realiza roteamento (não altera rotas). Porém, essa não é a única desvantagem. Switches L2 não conseguem interligar redes diferentes (sub-redes distintas) sem o auxílio de um roteador ou switch de camada 3. Além disso, switches L2 não participam de protocolos de roteamento dinâmico (como OSPF, BGP) e não têm capacidade de tomar decisões baseadas em endereços lógicos (IP). A afirmação de que “não permite o redirecionamento de rotas” é basicamente correta, mas a redução a “única desvantagem” é exagerada e omite outras limitações importantes.
Roteadores: Operam na camada 3, usam endereços IP e tabelas de roteamento para encaminhar pacotes entre redes, podendo escolher caminhos alternativos (roteamento dinâmico). Switches L2, por si sós, não têm essa capacidade.
PEGA ESSA DICA!
Ao comparar switch e roteador, lembre-se: switch = camada 2 (MAC) / segmentação de LAN; roteador = camada 3 (IP) / interconexão de redes e roteamento. Switches L3 combinam ambas as funções, mas o enunciado trata de switching “infraestrutura de switching”, que em geral se refere a switches L2.
Conclusão: O item está errado porque atribui ao switching uma função que não é a principal e restringe de forma incompleta suas desvantagens em relação ao routing.