Questão de História — História Geral — CESPE / CEBRASPE 2023
- Código
- ce161504
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SME do Recife - PE
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor II - Disciplina: História
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. O absolutismo não rompeu completamente com as características feudais no plano social; ao contrário, preservou a estrutura estamental baseada em privilégios da nobreza e do clero, a servidão e as hierarquias sociais herdadas do feudalismo. A centralização política nas mãos do rei conviveu com a manutenção das ordens sociais e das relações de dependência pessoal, típicas do Antigo Regime.
A afirmação incorre ao empregar o termo “completamente”, que sugere uma ruptura total. Na realidade, a transição do feudalismo para o absolutismo foi um processo gradual em que o poder real se fortaleceu, mas sem eliminar as bases sociais feudais; a nobreza continuou a deter privilégios e o campesinato manteve-se subordinado, ainda que sob novas formas de exploração. Autores como Perry Anderson (em Lineages of the Absolutist State) demonstram que o absolutismo foi, sobretudo, um rearranjo do poder feudal, e não sua superação.
Portanto, a proposição está errada.
Afirma que o absolutismo rompeu completamente com o feudalismo no plano social. Historiograficamente, sabe-se que o absolutismo manteve a hierarquia feudal, a nobreza como estamento privilegiado e a servidão como base da economia agrária. A ruptura completa não ocorreu; houve continuidade.
Reflete corretamente o entendimento de que o absolutismo não eliminou as estruturas sociais feudais. A concentração de poder político não implicou transformação radical da ordem social estamental.
A banca utiliza o advérbio “completamente” para induzir o candidato a pensar que o absolutismo foi uma total superação do feudalismo. Na prática, o absolutismo preservou a desigualdade social e os privilégios típicos do feudalismo, apenas centralizando o poder político. Sempre desconfie de termos absolutos como “completamente”, “totalmente”, “sempre” ou “nunca” em proposições históricas.
Gabarito: ERRADO (letra E).
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