Questão de Matemática — Derivada — CESPE / CEBRASPE 2023
- Código
- ce162731
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TBG
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Engenheiro Júnior – Ênfase: Projetos e Obras, Elétrica
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). O ponto de máximo de no intervalo não é s. Derivando e igualando a zero, obtemos os candidatos a extremo e ; como está fora do intervalo, o único ponto crítico relevante é , que é o ponto de máximo local (e global) da função nesse domínio. A banca trocou o ponto de máximo pelo ponto de inflexão ou por um valor que não é extremo — armadilha clássica de confundir derivada primeira com derivada segunda.
A questão cobra a aplicação do cálculo diferencial para determinar o valor máximo de uma função em um intervalo fechado. O procedimento padrão é:
Derivar a função para encontrar os pontos críticos (onde a derivada se anula ou não existe).
Analisar os pontos críticos dentro do intervalo e também os extremos do intervalo (teorema de Weierstrass: o máximo e o mínimo de uma função contínua em um intervalo fechado ocorrem em um ponto crítico ou nas extremidades).
Classificar cada ponto crítico (máximo, mínimo ou ponto de inflexão) usando o teste da derivada segunda ou a análise do sinal da derivada primeira.
Vamos aplicar isso à função dada:
Derivada primeira:
Igualando a zero:
Resolvendo a equação do segundo grau:
Portanto:
Como o intervalo é , o ponto está fora do domínio e deve ser descartado. Resta como único ponto crítico dentro do intervalo.
Classificação:
Derivada segunda:
Avaliando em :
Como a derivada segunda é negativa, é um ponto de máximo local. Como é o único ponto crítico no intervalo e a função é contínua, esse é também o máximo global no intervalo .
Verificação nas extremidades:
O maior valor é , confirmando que o máximo ocorre em s, e não em s.
A afirmação de que foi máximo em s está errada. O ponto de máximo é s, como demonstrado. O valor não é ponto crítico da função (não anula a derivada primeira) e, portanto, não pode ser ponto de máximo. A banca provavelmente tentou confundir o candidato com um valor que aparece em algum cálculo intermediário (por exemplo, ao resolver a equação da derivada ou ao analisar a concavidade), mas que não corresponde ao extremo procurado.
A banca explora a confusão entre ponto crítico (onde a derivada primeira se anula) e ponto de inflexão (onde a derivada segunda se anula). O candidato apressado pode derivar a função, igualar a derivada segunda a zero e encontrar (pois ), mas isso é o ponto de inflexão, não o máximo. Fique atento: para máximo/mínimo, use a derivada primeira; a derivada segunda serve apenas para classificar.
Em questões de máximo/mínimo, siga sempre o roteiro: (1) derive a função; (2) iguale a derivada a zero e resolva; (3) descarte raízes fora do intervalo; (4) classifique com a derivada segunda ou análise de sinal; (5) compare com os valores nas extremidades do intervalo. Esse método resolve a maioria das questões de otimização em concursos.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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