Questão de Contabilidade Pública — Ingressos e Dispêndios Públicos — CESPE / CEBRASPE 2023
- Código
- ce164637
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TJ-ES
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Especialidade: Contabilidade
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado (E). A devolução de receita orçamentária recolhida a maior não exige autorização orçamentária, pois não se trata de despesa pública, mas de simples dedução da receita arrecadada, ajustando o valor do ingresso.
A restituição de valores pagos indevidamente ou a maior é um fato contábil que reduz a receita orçamentária efetivamente realizada. Conforme as normas de contabilidade aplicada ao setor público (MCASP) e a jurisprudência do TCU, tais devoluções são registradas como dedução da receita orçamentária, e não como uma despesa que demande crédito orçamentário. A Lei nº 4.320/1964, que estatui normas gerais de direito financeiro, não condiciona a restituição a autorização legislativa prévia, pois a receita arrecadada a maior pertence ao contribuinte, e sua devolução é mero ajuste contábil.
Portanto, a afirmação de que "deve haver autorização orçamentária para a devolução de uma receita orçamentária recolhida a maior" é errada.
O candidato pode confundir a restituição de receita com uma despesa pública, raciocinando que qualquer saída de recursos do caixa precisa de dotação orçamentária. Na verdade, a devolução de receita arrecadada indevidamente é uma dedução da própria receita, e não uma despesa. A saída de caixa ocorre, mas não há criação de obrigação nova – é o ajuste do valor que jamais deveria ter ingressado.
Gabarito: Errado (E).
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