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Questão de Contabilidade Geral — Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC — CESPE / CEBRASPE 2023

Contabilidade GeralDemonstração dos Fluxos de Caixa -DFC
Código
ce164663
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-ES
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade: Contabilidade
Relativamente à demonstração dos fluxos de caixa, julgue o item que segue.Pelo método indireto, crédito em conta do passivo expressa uma origem de caixa, ao passo que crédito em conta do ativo é um consumo de caixa.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Demonstração dos Fluxos de Caixa – Método Indireto

ERRADO. A assertiva está incorreta. Pelo método indireto, tanto o crédito em conta do passivo (que representa aumento do passivo) quanto o crédito em conta do ativo (que representa redução do ativo) são origens de caixa. A primeira parte está correta, mas a segunda é falsa: crédito no ativo é origem, não consumo.

No método indireto, parte-se do resultado do período e ajusta-se pelas variações em ativos e passivos operacionais. Em geral:

  • Aumento de passivo (crédito) → soma ao resultado (origem).

  • Diminuição de ativo (crédito) → soma ao resultado (origem).

  • Aumento de ativo (débito) → subtrai do resultado (consumo).

  • Diminuição de passivo (débito) → subtrai do resultado (consumo).

A confusão comum é acreditar que crédito sempre é consumo, mas o efeito depende da natureza da conta. O crédito no ativo reduz o saldo, liberando caixa (ex.: recebimento de contas a receber).

A norma que rege o método indireto é a NBC TG 1000 (CPC 1000), item 7.7:

NBC-TG-1000-7.7

NBC TG 1000, item 7.7: A entidade deve apresentar os fluxos de caixa das atividades operacionais usando: (a) o método indireto, segundo o qual o resultado é ajustado pelos efeitos das transações que não envolvem caixa, quaisquer diferimentos ou outros ajustes por competência sobre recebimentos ou pagamentos operacionais passados ou futuros, e itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das atividades de investimento ou de financiamento

A lógica do ajuste decompõe a variação do caixa a partir do lucro, invertendo os sinais das variações patrimoniais. Por isso, crédito no ativo (redução) é adicionado, e não subtraído.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o efeito do crédito no ativo. O candidato pode pensar que "crédito" é sempre saída de caixa, mas no método indireto o que importa é a variação da conta: redução de ativo é caixa recebido (origem). Grave: crédito no ativo = diminuição = origem.

Gabarito: letra E – Errado.

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