Reescrita com coesão e coerência
Gabarito: letra A. A questão pede uma reescrita gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto, unindo o segundo e o terceiro períodos do primeiro parágrafo. O segundo período afirma que são raros os casos em que a língua tem nome distinto do povo; o terceiro exemplifica: "Há o povo fulniô, cuja língua é o iatê". A relação é de exemplificação, não de causa, consequência ou oposição. A única alternativa que mantém essa relação, sem erros gramaticais, é a A.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"São raros os casos em que se fixou... um nome distinto para a língua, como é a situação do povo fulniô, cuja língua é o iatê."
A expressão "como é a situação" introduz um exemplo de forma clara e adequada. A gramática está perfeita: uso do pronome relativo "cuja" concordando com "língua", presença do artigo "o" antes de "iatê" (como no original), e pontuação correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"...havendo, entretanto o caso do povo fulniô..."
O conectivo "entretanto" indica oposição, mas o texto não estabelece contraste — o povo fulniô é um dos raros casos, não uma exceção à regra. Além disso, a pontuação após "entretanto" está inadequada (falta vírgula). Erro de coerência (conectivo inadequado) e gramática (pontuação).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"...à exemplo do povo fulniô..."
Há erro de crase: "a exemplo" (sem acento) é a forma correta, pois "exemplo" é palavra masculina. Também "chama-se o iatê" é estranho; o verbo "chamar-se" normalmente dispensa artigo. Erro gramatical (crase e regência).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"...em se fixou... portanto temos o caso..."
Falta a preposição "que" ("em que se fixou") — erro de estrutura relativa. O conectivo "portanto" indica conclusão, mas o trecho não é consequência do anterior; é um exemplo. Erro gramatical (falta do relativo) e de coerência (conectivo inadequado).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"...uma vez que temos o povo fulniô..."
"Uma vez que" tem valor causal ("porque"). A relação correta é de exemplificação, não de causa. O fato de existir o povo fulniô não é a razão pela qual os casos são raros. Erro de coerência (relação causal inadequada).
Conclusão: Apenas a alternativa A preserva o sentido original (exemplificação) e obedece à norma culta, sendo a reescrita correta.