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Questão de Comércio Internacional (Exterior) — Processos de Integração Econômica — CESPE / CEBRASPE 2024

Comércio Internacional (Exterior)Processos de Integração Econômica
Código
ce168124
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
APEX Brasil
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista - Negócios Internacionais
A forte demanda do mercado chinês é um fator que favorece o comércio internacional da América Latina, elevando as exportações na região. A alta da economia chinesa impulsionou o crescimento do produto interno bruto (PIB) em muitos países, inclusive no Brasil. Essa característica marcou as primeiras décadas do século XXI, com a consolidação do mercado de commodities. Contudo, é preciso atentar para o grau de vulnerabilidade externa a que os países estão suscetíveis em suas relações de comércio exterior.Considerando a relação entre China e América Latina descrita no texto precedente, assinale a opção que apresenta um fator que pode implicar aumento da vulnerabilidade externa.
  1. Aaproximação das relações diplomáticas
  2. Bdependência da exportação de bens primários
  3. Calinhamento político-institucional
  4. Ddiversificação da exportação de bens primários
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GabaritoB — dependência da exportação de bens primários

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vulnerabilidade externa no comércio internacional

Gabarito: letra B. A dependência da exportação de bens primários (commodities) expõe os países a choques de preços, flutuações de demanda e deterioração dos termos de troca, aumentando a vulnerabilidade externa. Esse é o fator clássico apontado pela literatura de economia internacional — e o que o texto destaca ao mencionar a consolidação do mercado de commodities.

A questão testa a compreensão de que a especialização em produtos primários gera fragilidade, enquanto a diversificação produtiva reduz riscos. Vejamos cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

A aproximação das relações diplomáticas tende a fortalecer laços comerciais e políticos, reduzindo incertezas e potencialmente diminuindo a vulnerabilidade, não a aumentando.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A dependência de bens primários (commodities) é um fator clássico de vulnerabilidade externa. Países exportadores concentrados em commodities ficam expostos a oscilações de preço internacional, choques de demanda (como uma desaceleração chinesa) e perda de dinamismo de longo prazo (doença holandesa, deterioração dos termos de troca).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O alinhamento político-institucional pode favorecer acordos comerciais, cooperação e previsibilidade, o que geralmente reduz a vulnerabilidade. Não é um fator que a aumenta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diversificar a exportação de bens primários (exportar vários tipos de commodities, em vez de um só) até pode reduzir a vulnerabilidade a choques específicos de um produto, mas a dependência global de commodities permanece. A banca considera que essa alternativa NÃO implica aumento da vulnerabilidade — pelo contrário, diversificação é vista como redutora de risco. Além disso, a opção B é a única claramente associada a aumento.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa D confunde o candidato: diversificar dentro do mesmo grupo (bens primários) não elimina a dependência de commodities, mas a redação da questão pede um fator que implica aumento da vulnerabilidade. Diversificação não é fator de aumento; é, no máximo, neutra ou atenuante. A banca quer que você identifique a dependência (concentração) como o verdadeiro risco.

Gabarito: letra B.

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