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Questão de Comércio Internacional (Exterior) — Comércio Exterior - Noções Gerais — CESPE / CEBRASPE 2024

Comércio Internacional (Exterior)Comércio Exterior - Noções Gerais
Código
ce168130
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
APEX Brasil
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista - Negócios Internacionais
Segundo afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em dezembro de 2023, os manufaturados nacionais ainda estão distantes do mercado mundial e o Brasil está perdendo oportunidade de alavancar a produção industrial, ao contrário de outros países “que se prepararam para o futuro e o futuro chegou”.Internet: <https://agênciabrasil.com.br> (com adaptações).Dado o cenário descrito no texto precedente, é correto afirmar que a recente queda da participação brasileira no comércio exterior de bens manufaturados ocorreu por uma série de fatores, entre os quais está
  1. Ao aumento da competitividade dos mercados internacionais, já que países como o México ganharam espaço na produção, inclusive competindo com produtos chineses na produção de bens, o que provocou a diminuição da inserção de produtos brasileiros em mercados internacionais.
  2. Ba grande dependência da exportação da produção brasileira de manufaturados para os países da Ásia, América do Norte e América Central, sobretudo para os Estados Unidos da América, o maior destino desses produtos.
  3. Co pouco interesse das empresas brasileiras em exportar produtos manufaturados, a despeito da queda da inflação em 2022 e 2023 e da substancial redução da taxa básica de juros (SELIC) pelo Banco Central do Brasil, o que barateou o crédito do setor privado.
  4. Da inércia do governo e de suas agências de promoção à exportação, que negligenciaram o setor e não criaram nenhuma alternativa para almejar novos mercados.
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GabaritoA — o aumento da competitividade dos mercados internacionais, já que países como o México ganharam espaço na produção, inclusive competindo com produtos chineses na produção de bens, o que provocou a diminuição da inserção de produtos brasileiros em mercados internacionais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Queda da participação brasileira no comércio exterior de manufaturados

Gabarito: letra A. A alternativa A aponta corretamente que o aumento da competitividade internacional, com países como México ganhando espaço (inclusive frente à China), reduziu a inserção dos produtos brasileiros. As demais alternativas contêm imprecisões factuais ou generalizações infundadas.

A questão cobra capacidade de identificar fatores reais que explicam a perda de espaço dos manufaturados brasileiros, conforme notícia de 2023. O cenário internacional mostra acirramento da concorrência, especialmente de México e países asiáticos, que avançaram em setores onde o Brasil perdeu competitividade.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa C tenta convencer com dados econômicos que parecem razoáveis, mas em 2023 a Selic estava em 13,75% (alta), não houve "substancial redução". Atenção aos fatos reais.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é verdadeira. O México, por exemplo, se beneficiou de acordos comerciais (USMCA) e da relocalização de cadeias produtivas (nearshoring), ganhando participação em setores como automotivo e eletroeletrônicos, competindo diretamente com produtos chineses e também com os brasileiros. Esse movimento reduziu o espaço dos manufaturados do Brasil no comércio mundial. A alternativa descreve um fenômeno real e relevante.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o Brasil depende fortemente da exportação de manufaturados para Ásia, América do Norte e Central, especialmente EUA. Na realidade, os principais destinos dos manufaturados brasileiros são países da América do Sul (Mercosul) e outros mercados. Além disso, a dependência excessiva não é um fator que explique a queda; pelo contrário, a diversificação de destinos poderia mitigar perdas. A alternativa apresenta uma visão equivocada da pauta exportadora brasileira.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que houve queda da inflação e substancial redução da Selic, barateando o crédito. Em 2022/2023, a Selic manteve-se em patamar elevado (atingiu 13,75% ao ano em 2023), e a inflação, embora em desaceleração, ainda estava alta. O crédito não se tornou barato. Além disso, o "pouco interesse" das empresas é uma simplificação: há fatores estruturais e de competitividade que explicam a baixa exportação, não apenas vontade empresarial. A assertiva é factualmente incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação de que o governo e suas agências "não criaram nenhuma alternativa" é exagerada e falsa. O Brasil possui a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de programas como o Plano Nacional de Exportações e incentivos à inovação. Apesar de insuficiências, não é correto afirmar que não houve nenhuma iniciativa. A alternativa generaliza de forma indevida.

Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta um fator consistente e factualmente correto para a queda da participação brasileira no comércio de manufaturados.

Gabarito: letra A.

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