Pular para o conteúdo principal

Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — CESPE / CEBRASPE 2024

Contabilidade GeralBalanço Patrimonial
Código
ce168186
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
APEX Brasil
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista - Processos Contábeis
Uma companhia, ao reconhecer contabilmente uma provisão passiva que somente será considerada para fins de apuração do lucro real quando do seu efetivo desembolso, deve tratá-la como uma
  1. Adiferença temporária dedutível que deve provocar o reconhecimento de um passivo fiscal corrente.
  2. Bdiferença temporária dedutível que deve provocar o reconhecimento de um ativo fiscal diferido.
  3. Cdiferença permanente que não deve implicar o reconhecimento de ativo ou passivo fiscal diferido.
  4. Ddiferença temporária tributável que deve provocar o reconhecimento de um passivo fiscal diferido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — diferença temporária dedutível que deve provocar o reconhecimento de um ativo fiscal diferido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Provisão passiva e tributos diferidos

Gabarito: letra B. A provisão passiva reconhecida contabilmente, mas que só será dedutível para fins de lucro real quando houver desembolso, gera uma diferença temporária dedutível. Essa diferença reduzirá o lucro tributável futuro, devendo ser reconhecido um ativo fiscal diferido (CPC 32 / IAS 12 — itens 29.14 e 29.15).

A base fiscal de um passivo é seu valor contábil menos o valor que será dedutível no futuro. Como a provisão é integralmente dedutível no desembolso, a base fiscal é zero, criando uma diferença temporária dedutível. A entidade deve reconhecer um ativo fiscal diferido para essa diferença, pois ela resultará em benefício fiscal futuro.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a provisão deve ser tratada como diferença temporária dedutível que provoca o reconhecimento de um passivo fiscal corrente. O erro está no último termo: a diferença temporária dedutível gera ativo fiscal diferido, e não passivo fiscal corrente. Passivo fiscal corrente refere-se a tributos a pagar no curto prazo, não a benefícios futuros.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao classificar a provisão como diferença temporária dedutível que deve provocar o reconhecimento de um ativo fiscal diferido. A dedutibilidade futura reduzirá os lucros tributáveis, gerando o direito de recolher menos tributos, o que se materializa como ativo diferido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a diferença é permanente, o que não é o caso. A diferença entre o valor contábil e a base fiscal se reverterá no futuro (quando o desembolso ocorrer e a dedução fiscal for efetivada), caracterizando diferença temporária. Diferenças permanentes não se revertem, como multas não dedutíveis.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Classifica a diferença como temporária tributável (que geraria passivo fiscal diferido). Na verdade, a provisão gera diferença temporária dedutível (pois resultará em dedução futura), e não tributável. Diferença temporária tributável ocorre quando o valor contábil do ativo é maior que a base fiscal, gerando tributação futura — aqui é o oposto.

Gabarito: letra B.

Link permanente: /questoes/ce168186