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Questão de Economia — Macroeconomia — CESPE / CEBRASPE 2024

EconomiaMacroeconomia
Código
ce168266
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
BACEN
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista – Área: Economia e Finanças
A respeito da determinação dos salários no modelo novo-keynesiano e no clássico, julgue o item a seguir.A perspectiva clássica enfatiza a capacidade dos mercados de alcançar equilíbrio e eficiência por conta própria, enquanto o modelo novo-keynesiano reconhece a possibilidade de desequilíbrios persistentes devido a rigidezes e imperfeições no mercado, sugerindo um papel mais ativo da política econômica na estabilização da economia.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Determinação dos salários nos modelos clássico e novo-keynesiano

Gabarito: C (Certo). A afirmação está correta porque capta com precisão a divergência fundamental entre a escola clássica e a novo-keynesiana: a primeira acredita na autorregulação dos mercados e na tendência natural ao pleno emprego, enquanto a segunda enfatiza rigidezes (salariais, de preços, de informação) que geram desequilíbrios persistentes e justificam a intervenção ativa de políticas econômicas.

A diferença entre as abordagens pode ser sintetizada na tabela abaixo, que organiza os principais pontos de contraste:

Critério

Modelo Clássico

Modelo Novo-Keynesiano

Arcabouço teórico

Lei de Say; autorregulação

Princípio da demanda efetiva; falhas de coordenação

Equilíbrio de pleno emprego

Natural, alcançado por ajuste de preços e salários

Não é garantido; pode haver desemprego involuntário persistente

Rigidez de salários e preços

Inexistente (flexibilidade perfeita)

Presente (contratos, custos de menu, salários-eficiência)

Papel do governo

Mínimo; interferência gera distorções

Ativo; políticas fiscal e monetária são necessárias para estabilizar a economia

Curva LM

Vertical (demanda por moeda independente da taxa de juros)

Horizontal no trecho keynesiano (armadilha da liquidez) ou positivamente inclinada

A escola clássica, inspirada em Adam Smith e Say, defende que a "mão invisível" do mercado conduz a economia ao equilíbrio de pleno emprego, com ajuste automático de preços e salários. Qualquer intervenção estatal seria ineficiente. Já a novo-keynesiana, desenvolvida a partir das críticas de Keynes e refinada por autores como Mankiw, Akerlof e Stiglitz, incorpora imperfeições de mercado (rigidez nominal, assimetria de informações, concorrência imperfeita) que impedem o reequilíbrio imediato. Essas rigidezes fazem com que a economia possa permanecer em recessão por longo período, validando a atuação governamental via políticas fiscais e monetárias expansionistas.

O enunciado reproduz exatamente essa dicotomia: "A perspectiva clássica enfatiza a capacidade dos mercados de alcançar equilíbrio e eficiência por conta própria, enquanto o modelo novo-keynesiano reconhece a possibilidade de desequilíbrios persistentes devido a rigidezes e imperfeições no mercado, sugerindo um papel mais ativo da política econômica na estabilização da economia." Portanto, a afirmação é correta.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se: Clássico = flexibilidade → não precisa de governo; Keynesiano = rigidez → governo necessário. Em provas, associe a palavra "rigidez" (salários, preços) ao pensamento keynesiano, e "autorregulação" ou "laissez-faire" ao clássico.

Gabarito: C

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