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Questão de Economia — Macroeconomia — CESPE / CEBRASPE 2024

EconomiaMacroeconomia
Código
ce168267
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
BACEN
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista – Área: Economia e Finanças
A respeito da determinação dos salários no modelo novo-keynesiano e no clássico, julgue o item a seguir.Segundo o modelo novo-keynesiano, não há desemprego cíclico a longo prazo e qualquer desemprego existente ocorre devido a fatores como mudanças tecnológicas ou preferências de trabalho.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Determinação dos salários: novo-keynesiano vs. clássico

Gabarito: Errado. A afirmação atribui ao modelo novo-keynesiano uma característica que é própria do modelo clássico (ou novo-clássico): a inexistência de desemprego cíclico no longo prazo, com o desemprego sendo explicado apenas por fatores reais como mudanças tecnológicas ou preferências de trabalho. No novo-keynesiano, as rigidezes nominais e reais podem gerar desemprego involuntário e cíclico mesmo no longo prazo.

A banca explora a confusão entre as escolas. O modelo clássico baseia-se na Lei de Say e na flexibilidade de preços e salários, levando ao pleno emprego automático. Já o novo-keynesiano incorpora rigidezes (salários nominais rígidos, custos de menu, falhas de coordenação) que impedem o ajuste imediato, permitindo que o desemprego cíclico persista. A frase do enunciado descreve, na verdade, a visão clássica ou a dos novos-clássicos (expectativas racionais), não a novo-keynesiana.

Critério

Modelo Novo-Keynesiano

Modelo Clássico (Novo-Clássico)

Desemprego cíclico no longo prazo

Pode persistir (devido a rigidezes)

Inexistente (pleno emprego automático)

Causa do desemprego

Rigidezes nominais e reais (salários rígidos, custos de menu)

Fatores reais (mudanças tecnológicas, preferências de trabalho)

Mecanismo de ajuste

Imperfeito (falhas de coordenação, preços lentos)

Perfeito (Lei de Say, flexibilidade de preços e salários)

Equilíbrio de longo prazo

Possibilidade de subemprego persistente

Convergência automática ao pleno emprego

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode lembrar que, no longo prazo, muitos modelos convergem para o pleno emprego. Contudo, o novo-keynesiano destaca justamente a possibilidade de equilíbrios de subemprego persistentes, contrariando a afirmação. A banca troca as escolas: o que é válido para clássicos é apresentado como novo-keynesiano.

Gabarito: Errado.

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