Questão de Economia — Microeconomia — CESPE / CEBRASPE 2024
Economia›Microeconomia
Código
ce168611
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CAGEPA - PB
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Economista
Na economia das trocas, a alocação eficiente de Pareto é a situação em que
Adois consumidores se encontram em uma posição de trocas, independentemente do bem-estar de ambos.
Bninguém consegue aumentar o próprio bem-estar sem reduzir o bem-estar de outra pessoa.
Cuma pessoa consegue aumentar o próprio bem-estar aumentando o bem-estar de outra pessoa.
Duma pessoa consegue reduzir o próprio bem-estar reduzindo o bem-estar de outra pessoa.
Ea eficiência de Pareto é igual à eficiência econômica.
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GabaritoB — ninguém consegue aumentar o próprio bem-estar sem reduzir o bem-estar de outra pessoa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Eficiência de Pareto na economia das trocas
Gabarito: letra B. A alocação eficiente de Pareto é aquela em que é impossível melhorar a situação de um agente sem piorar a de outro — exatamente o que a alternativa B descreve. Esse é o conceito central da economia do bem-estar, ligado ao Primeiro Teorema do Bem-Estar Social, que afirma que um mercado competitivo, sem falhas, gera um equilíbrio eficiente nesse sentido.
A eficiência de Pareto é um critério de avaliação de alocações de recursos. Diz-se que uma alocação é Pareto-eficiente (ou Pareto-ótima) quando não existe nenhuma realocação possível que melhore o bem-estar de pelo menos um indivíduo sem piorar o de outro. Em outras palavras, em um ótimo de Pareto, qualquer ganho de bem-estar para alguém só pode ocorrer às custas de uma perda para outra pessoa.
É fundamental distinguir eficiência de Pareto de outros conceitos:
Melhoria de Pareto: ocorre quando é possível melhorar a situação de alguém sem piorar a de ninguém. Só existe quando a alocação atual é ineficiente.
Equidade/Justiça: a eficiência de Pareto não tem relação com distribuição justa ou igualitária. Uma alocação pode ser Pareto-eficiente e, ao mesmo tempo, extremamente desigual.
Eficiência econômica: é um conceito mais amplo, que envolve a maximização do bem-estar social. A eficiência de Pareto é uma condição necessária, mas não suficiente, para a eficiência econômica.
Na economia das trocas, a eficiência de Pareto está diretamente ligada à Caixa de Edgeworth e à Curva de Contrato. A condição para que haja eficiência nas trocas é que as taxas marginais de substituição (TMgS) dos dois consumidores sejam iguais. Quando as TMgS são diferentes, há espaço para trocas mutuamente benéficas (melhorias de Pareto). Quando se igualam, não há mais como melhorar a situação de um sem piorar a de outro, atingindo-se um ponto de ótimo de Pareto.
Eficiência de Pareto
1Definição
Impossível melhorar um sem piorar outro
2Conceitos relacionados
Melhoria de Pareto
Melhorar alguém sem piorar ninguém
Só existe em alocação ineficiente
Equidade
Não se confunde com justiça
Pode ser eficiente e desigual
Eficiência econômica
Conceito mais amplo
Pareto é necessário, não suficiente
3Caixa de Edgeworth
Condição: TMgS iguais
Curva de contrato
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a alocação eficiente ocorre quando dois consumidores se encontram em uma posição de trocas, independentemente do bem-estar de ambos. O erro está em ignorar o bem-estar: a eficiência de Pareto exige que não seja possível melhorar a situação de um sem piorar a de outro. A mera existência de uma posição de troca não garante eficiência — é preciso que as trocas mutuamente benéficas já tenham se esgotado.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição precisa de eficiência de Pareto: "ninguém consegue aumentar o próprio bem-estar sem reduzir o bem-estar de outra pessoa". É a condição de impossibilidade de melhoria paretiana. O material de apoio confirma: "EM UMA ALOCAÇÃO DE BENS CARACTERIZADA COMO ALOCAÇÃO EFICIENTE DE PARETO, NINGUÉM CONSEGUE AUMENTAR O PRÓPRIO BEM-ESTAR SEM REDUZIR O BEM-ESTAR DE OUTRA PESSOA."
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve uma situação em que uma pessoa aumenta o próprio bem-estar aumentando o de outra. Isso caracteriza uma melhoria de Pareto, que só é possível quando a alocação atual é ineficiente. Em um ótimo de Pareto, essa possibilidade não existe — qualquer ganho de um implica perda de outro.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve uma situação em que uma pessoa reduz o próprio bem-estar reduzindo o de outra. Isso não é eficiência, é apenas uma piora para ambos. A eficiência de Pareto não exige que ninguém possa piorar; exige que ninguém possa melhorar sem piorar outro. Uma alocação em que todos estão piorando não é Pareto-eficiente, pois seria possível melhorar a situação de alguém (por exemplo, voltando à alocação anterior) sem piorar ninguém.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que eficiência de Pareto é igual à eficiência econômica. São conceitos distintos. A eficiência econômica é mais ampla e envolve a maximização do bem-estar social, considerando também a equidade. A eficiência de Pareto é uma condição necessária, mas não suficiente: uma alocação pode ser Pareto-eficiente e, ainda assim, não ser economicamente eficiente (por exemplo, se for extremamente desigual).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre eficiência de Pareto e melhoria de Pareto. A alternativa C descreve uma melhoria de Pareto (alguém melhora sem piorar outro), que é justamente o oposto da eficiência — só existe quando a alocação é ineficiente. Fique atento: eficiência é a impossibilidade de melhoria; melhoria é a possibilidade de ganho sem perda. Com esse raciocínio, você elimina a C rapidamente.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de eficiência de Pareto, memorize a frase-chave: "impossível melhorar um sem piorar outro". Se a alternativa falar em "melhorar sem piorar", "piorar sem melhorar" ou "igualar eficiência a equidade", está errada. Essa é a definição que a banca cobra repetidamente.