Questão de Estatística — Amostragem — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce170632
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- CNJ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Ciências Sociais
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). A amostragem por conveniência é, de fato, uma técnica de coleta de dados não probabilística, pois a seleção dos elementos não segue critérios científicos ou aleatórios, mas sim a conveniência e a acessibilidade do pesquisador. E, justamente por isso, uma de suas principais desvantagens é que as amostras produzidas podem não ser representativas da população geral, comprometendo a generalização dos resultados.
A amostragem por conveniência é um dos métodos de amostragem não probabilística, também chamada de não aleatória ou não casual. Nela, os elementos da amostra são escolhidos por facilidade de acesso, disponibilidade ou voluntariedade — por exemplo, entrevistar amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou pessoas que passam em um local público. O pesquisador não utiliza sorteio nem qualquer procedimento que garanta igual probabilidade de seleção a todos os elementos da população.
A principal característica que define uma amostragem como probabilística é que cada elemento da população tem probabilidade conhecida e maior que zero de ser selecionado. Isso permite calcular o erro amostral e fazer inferências estatísticas válidas para a população. Já na amostragem não probabilística, como a por conveniência, não há essa garantia: a seleção é subjetiva, baseada no julgamento ou na conveniência do pesquisador, e a variabilidade amostral não pode ser estabelecida com precisão. Consequentemente, não é possível estimar o erro amostral nem generalizar os resultados da amostra para a população, pois a amostra pode não ser representativa.
A banca explora exatamente essa distinção: o candidato pode confundir a amostragem por conveniência com uma técnica probabilística, ou achar que a falta de representatividade é uma vantagem. Na verdade, a vantagem desse método é a praticidade — obter informações de maneira rápida e barata —, mas a desvantagem é justamente o risco de a amostra não representar a população, o que inviabiliza a generalização dos resultados.
A afirmação está correta em seus dois componentes:
"A amostragem por conveniência é uma técnica de coleta de dados na qual se aplica um método não probabilístico para a seleção da amostra" — correto. A amostragem por conveniência é classificada como não probabilística, pois a seleção não segue método científico, apenas a conveniência do pesquisador, sem critérios definidos.
"Uma desvantagem dessa técnica é que as amostras produzidas por ela podem não ser representativas da população geral" — correto. Como a seleção não é aleatória, não há garantia de que a amostra reflita as características da população, podendo gerar viés e impedir a generalização dos resultados.
Para identificar se uma amostragem é probabilística ou não, pergunte-se: "cada elemento da população tem probabilidade conhecida e maior que zero de ser selecionado?" Se sim, é probabilística (aleatória simples, sistemática, estratificada, conglomerados). Se não, é não probabilística (conveniência, julgamento, cotas, bola de neve). Na amostragem por conveniência, a palavra-chave é acessibilidade — o pesquisador escolhe quem está mais fácil de alcançar, e isso compromete a representatividade.
Gabarito: letra C (CERTO).
Link permanente: /questoes/ce170632