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Questão de Estatística — Estatística descritiva (análise exploratória de dados) — CESPE / CEBRASPE 2024

EstatísticaEstatística descritiva (análise exploratória de dados)
Código
ce170633
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CNJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Ciências Sociais
Em relação aos princípios e métodos da pesquisa quantitativa e da pesquisa qualitativa, julgue o seguinte item.Em pesquisas quantitativas com a aplicação de métodos estatísticos para a construção de inferências sobre a população de interesse, a aleatoriedade é um aspecto crucial para se garantir a representatividade da amostra.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aleatoriedade e representatividade amostral na pesquisa quantitativa

Gabarito: letra C (CERTO). A afirmativa está correta: em pesquisas quantitativas que usam métodos estatísticos para fazer inferências sobre a população, a aleatoriedade na seleção da amostra é, de fato, um aspecto crucial para garantir a representatividade. Isso porque a amostragem probabilística (aleatória) é o que permite que cada elemento da população tenha probabilidade conhecida e não nula de ser selecionado, viabilizando a aplicação da teoria das probabilidades e a generalização dos resultados amostrais para a população.

A pesquisa quantitativa trabalha com dados numéricos e busca, por meio de técnicas estatísticas, fazer inferências — ou seja, tirar conclusões sobre uma população a partir de uma amostra. Para que essas conclusões sejam válidas, a amostra precisa ser representativa, isto é, refletir as características da população. A aleatoriedade é o mecanismo que garante essa representatividade em termos probabilísticos: ao selecionar os elementos ao acaso, evita-se o viés de seleção, que ocorreria se a escolha fosse feita por critérios subjetivos ou de conveniência.

A amostragem aleatória simples (AAS) é o exemplo mais básico: cada elemento da população tem a mesma probabilidade de ser incluído na amostra. Outros métodos probabilísticos, como a amostragem estratificada e a sistemática, também dependem da aleatoriedade em alguma etapa do processo. Em contrapartida, a amostragem não probabilística (por conveniência, por julgamento, por cotas) não permite o controle do erro amostral nem a generalização estatística, pois a seleção não é aleatória.

A pegadinha da banca, aqui, é justamente a tentação de achar que a aleatoriedade é dispensável ou que a representatividade poderia ser garantida por outros meios. Mas a teoria estatística é clara: sem aleatoriedade, não há base para inferência estatística válida. O erro amostral — diferença entre o valor estimado e o parâmetro populacional — é intrínseco à amostragem, mas pode ser calculado e controlado justamente porque a seleção é aleatória. Já o erro não amostral (sistemático), como o viés de seleção, não pode ser controlado estatisticamente e compromete a representatividade.

Portanto, a afirmativa está em perfeita consonância com os princípios da amostragem probabilística e da inferência estatística.

Amostragem
  • 1Probabilística (aleatória)
    • Representatividade
    • Erro amostral controlável
    • Inferência válida
    • AAS, estratificada, sistemática
  • 2Não probabilística
    • Viés de seleção
    • Sem generalização estatística
    • Conveniência, julgamento, cotas
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Alternativa C — ✅ CERTOGABARITO

A afirmativa está correta. A aleatoriedade é um aspecto crucial para garantir a representatividade da amostra em pesquisas quantitativas que buscam fazer inferências sobre a população. Isso porque a seleção aleatória é o que fundamenta a teoria da probabilidade aplicada à amostragem: cada elemento da população tem probabilidade conhecida e não nula de ser selecionado, o que permite calcular o erro amostral e generalizar os resultados para a população com margem de erro controlada. Sem aleatoriedade, a amostra pode ser tendenciosa (viesada), comprometendo a validade das inferências.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão falar em "representatividade" e "inferência", lembre-se: a aleatoriedade é o que transforma uma amostra em um "mini-retrato" probabilístico da população. Se a seleção não for aleatória, não há como quantificar o erro amostral — e a inferência estatística perde o sentido. Associe sempre: aleatoriedade → probabilidade conhecida → erro amostral controlável → inferência válida.

Gabarito: letra C (CERTO).

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