Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Moléculas, células e tecidos
Código
ce172254
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Associado I - Especialidade: Saúde Avançada - Área de Atuação: Biossensores e Biofabricação
Acerca dos dispositivos microfluídicos aplicados a biossensores, julgue o item a seguir.O controle de fluido envolvendo microcanais, microestruturas, regiões hidrofílicas/hidrofóbicas e métodos de atuação de fluído é uma característica técnica secundária dos biossensores microfluídicos.
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Biossensores microfluídicos: o controle de fluido é característica central
Gabarito: ERRADO (letra E). O controle de fluido em microcanais, microestruturas e regiões hidrofílicas/hidrofóbicas, com seus métodos de atuação, é uma característica técnica fundamental dos biossensores microfluídicos — não secundária. É justamente essa engenharia de fluidos em escala micrométrica que define a microfluídica e viabiliza a miniaturização, a automação e o baixo consumo de reagentes que tornam esses dispositivos tão valiosos em diagnósticos.
A microfluídica é a ciência e a tecnologia de manipular fluidos em canais com dimensões de dezenas a centenas de micrômetros. Nos biossensores microfluídicos, o controle preciso do escoamento — direcionar a amostra, misturar reagentes, separar analitos, lavar superfícies de detecção — é o que permite que a reação de bioreconhecimento ocorra de forma controlada e mensurável. Sem esse controle, não há dispositivo microfluídico funcional. Portanto, a afirmativa inverte a hierarquia de importância: o controle de fluido não é um detalhe acessório, mas o elemento estruturante do dispositivo.
A banca explora aqui uma confusão conceitual: o candidato pode pensar que o "essencial" de um biossensor é apenas o elemento de bioreconhecimento (anticorpo, enzima, DNA) e o transdutor (que converte o evento biológico em sinal mensurável), relegando a microfluídica a um papel secundário. Na prática, porém, a microfluídica é o que integra esses componentes e permite que o sensor funcione em escala miniaturizada, com vantagens como:
Baixo volume de amostra e reagentes (da ordem de microlitros ou nanolitros);
Alta velocidade de análise (difusão rápida em distâncias curtas);
Automação e integração de múltiplas etapas em um único chip;
Portabilidade e possibilidade de uso em ponto de atendimento (point-of-care).
Assim, o controle de fluido é uma característica técnica primária e indispensável, e não secundária. A afirmativa está incorreta.
Controle de fluido em biossensores microfluídicos: Característica (Primária e essencial, Não é secundária); O que viabiliza (Miniaturização, Automação, Baixo consumo de reagentes, Portabilidade (point-of-care)); Elementos envolvidos (Microcanais, Microestruturas, Regiões hidrofílicas/hidrofóbicas, Métodos de atuação de fluido)
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que o controle de fluido é uma característica técnica secundária dos biossensores microfluídicos. Isso é falso. O controle de fluido é uma característica primária e essencial: é ele que define a microfluídica e possibilita o funcionamento do biossensor em escala reduzida. Sem microcanais, microestruturas e o controle hidrofílico/hidrofóbico, não há dispositivo microfluídico — apenas um sensor convencional. A banca troca o papel central da microfluídica por um papel acessório, invertendo a hierarquia técnica do dispositivo.