Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Qualidade de vida das populações humanas
Código
ce172282
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Associado I - Especialidade: Saúde Avançada - Área de Atuação: Biossensores e Biofabricação
No que se refere a bioimpedância, biocompatibilidade e bioatividade, julgue o item subsequente.Em estudos de drogas, a biocompatibilidade assegura que os materiais utilizados como veículos de administração não causem reações indesejadas ou toxicidade ao organismo, sendo essencial para entender como as drogas interagem com sistemas biológicos, permitindo prever e mitigar potenciais efeitos prejudiciais.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Biocompatibilidade em estudos de drogas
Gabarito: C (CERTO). A afirmativa está correta: biocompatibilidade é a capacidade de um material não provocar reações indesejadas ou toxicidade quando em contato com o organismo, sendo requisito essencial para os veículos de administração de drogas e para a compreensão das interações droga-sistema biológico. O conceito é de natureza técnico-científica, sem dispositivo legal específico que o defina, mas é amplamente aceito na área biomédica.
A biocompatibilidade é um dos três conceitos centrais da área de biomateriais, ao lado de bioatividade e bioinércia. Enquanto a bioatividade se refere à capacidade de um material induzir uma resposta biológica específica (como a integração com tecidos), a biocompatibilidade diz respeito à ausência de efeitos nocivos — ou seja, o material não deve ser tóxico, não deve causar inflamação excessiva, alergias ou rejeição. No contexto de estudos de drogas, os veículos de administração (como excipientes, nanopartículas, lipossomas ou polímeros) precisam ser biocompatíveis para que o fármaco chegue ao alvo sem danos colaterais ao paciente.
A afirmativa também acerta ao relacionar a biocompatibilidade com a previsão e mitigação de efeitos prejudiciais. Isso é exatamente o que a avaliação pré-clínica faz: antes de um novo medicamento chegar aos testes clínicos, os materiais que o compõem passam por ensaios de citotoxicidade, hemocompatibilidade e sensibilização, entre outros, justamente para garantir que o veículo não interfira negativamente na segurança do tratamento. A interação droga-sistema biológico depende tanto da molécula ativa quanto do veículo que a transporta — um veículo não biocompatível pode comprometer a eficácia e a segurança do fármaco.
A banca explora aqui um conceito que, embora simples, costuma gerar confusão com termos vizinhos. O candidato que confunde biocompatibilidade com bioatividade pode marcar errado, mas o enunciado é preciso: ele fala em "não causar reações indesejadas ou toxicidade", o que é a definição clássica de biocompatibilidade. A bioatividade, por sua vez, seria mencionada se o texto falasse em "capacidade de interagir ativamente com tecidos" ou "estimular resposta biológica específica".
Biocompatibilidade: Ausência de efeitos nocivos (Não tóxico, Sem inflamação excessiva, Sem alergias/rejeição); Veículos de administração (Excipientes, Nanopartículas, Lipossomas, Polímeros); Avaliação pré-clínica (Citotoxicidade, Hemocompatibilidade, Sensibilização); Bioatividade (não confundir) (Capacidade de induzir resposta biológica, Ex.: implante que estimula crescimento ósseo)
NÃO CAIA NESSA!
A banca poderia ter trocado biocompatibilidade por bioatividade para induzir ao erro. A bioatividade é a capacidade de um material provocar uma resposta biológica intencional (como um implante que estimula crescimento ósseo), enquanto a biocompatibilidade é a ausência de efeitos nocivos. O enunciado fala claramente em "não causar reações indesejadas ou toxicidade" — isso é biocompatibilidade, não bioatividade. Fique atento a essa distinção, pois é o ponto que a banca mais explora nesse tema.
✅ CERTO. A afirmativa descreve corretamente o papel da biocompatibilidade nos estudos de drogas, associando-a à segurança dos veículos de administração e à previsão de efeitos adversos.