Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
ce172283
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Associado I - Especialidade: Saúde Avançada - Área de Atuação: Biossensores e Biofabricação
Internet: <https://lactec.com.br>.
Tendo em vista a imagem precedente, que representa os resultados obtidos em um ensaio do cometa, o qual funciona como um biomarcador de dano no DNA, julgue o seguinte item, a respeito desse ensaio e de suas aplicações.A cauda cometária no ensaio do cometa é um indicador visual direto da extensão dos danos no DNA.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Ensaio do cometa: biomarcador de dano ao DNA
Gabarito: ✅ CERTO. A cauda cometária é, de fato, um indicador visual direto da extensão dos danos no DNA, pois o ensaio do cometa (eletroforese em gel de células isoladas) quantifica a migração de fragmentos de DNA danificado a partir do núcleo, formando uma "cauda" proporcional à quantidade de quebras. Quanto maior o dano, maior e mais intensa é a cauda observada.
O ensaio do cometa, também conhecido como eletroforese em gel de célula única (SCGE), é uma técnica sensível e amplamente utilizada para detectar danos no DNA, especialmente quebras de fita simples e dupla, sítios álcali-lábeis e crosslinks. O princípio é simples: células embebidas em agarose são lisadas e submetidas a eletroforese em condições alcalinas ou neutras. O DNA intacto, de alto peso molecular, permanece no núcleo (a "cabeça" do cometa), enquanto fragmentos de DNA danificado migram em direção ao ânodo, formando a "cauda". A extensão e a intensidade da cauda são diretamente proporcionais à quantidade de dano no DNA, tornando-a um parâmetro visual e quantificável.
A imagem mencionada no enunciado, que representa os resultados de um ensaio do cometa, ilustra exatamente esse fenômeno: células com DNA íntegro apresentam apenas a cabeça, enquanto células com dano progressivo exibem caudas cada vez mais longas e brilhantes. Essa relação direta entre a cauda e o dano é o que fundamenta o uso do ensaio como biomarcador em estudos de genotoxicidade, monitoramento ambiental e avaliação de exposição a agentes mutagênicos.
A banca explora um conceito central da técnica: a cauda não é um artefato ou um mero detalhe visual, mas sim a representação física dos fragmentos de DNA que se separaram do núcleo devido ao dano. Portanto, a afirmativa está correta ao descrever a cauda como um indicador visual direto da extensão dos danos.
1Células em agarose
2Lise e desnaturação
3Eletroforese
4Cauda = DNA danificado
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Alternativa C — ✅ Certo ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. No ensaio do cometa, a cauda é formada pela migração eletroforética de fragmentos de DNA danificado. O comprimento e a intensidade da cauda são diretamente proporcionais à quantidade de dano no DNA, o que a torna um indicador visual direto e confiável da extensão do dano. Essa é a base da técnica: quanto maior o dano, maior a cauda.
Alternativa E — ❌ Errado
A afirmativa está errada porque contradiz o princípio fundamental do ensaio do cometa. A cauda não é um elemento aleatório ou sem significado; ela é, precisamente, a manifestação visual dos fragmentos de DNA que migraram do núcleo devido ao dano. Negar essa relação direta seria ignorar o mecanismo da técnica e sua aplicação como biomarcador de genotoxicidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a cauda é apenas um artefato visual sem correlação com o dano real. Na verdade, a cauda é a medida direta do dano: quanto maior e mais intensa, maior a quantidade de quebras no DNA. Essa é a essência do ensaio do cometa.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre o ensaio do cometa, lembre-se da relação direta: cabeça = DNA intacto, cauda = DNA danificado. Quanto maior a cauda, maior o dano. Essa lógica resolve a maioria das questões sobre o tema.