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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2024

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
ce172284
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Associado I - Especialidade: Saúde Avançada - Área de Atuação: Biossensores e Biofabricação
Tendo em vista a imagem precedente, que representa os resultados obtidos em um ensaio do cometa, o qual funciona como um biomarcador de dano no DNA, julgue o seguinte item, a respeito desse ensaio e de suas aplicações.O teste do cometa não é recomendado para estudos de citotoxicidade, visto que mecanismos citotóxicos podem envolver alterações em funções celulares sem causar danos diretos ao material genético.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SE LIGUE NESSA!

Esta questão depende da interpretação de uma imagem (ensaio do cometa) que não foi fornecida integralmente no enunciado, mas cuja lógica de resolução é explicada abaixo. Confira os dados visuais na imagem original.

Ensaio do cometa: biomarcador de dano ao DNA e sua relação com citotoxicidade

ERRADO. O teste do cometa (eletroforese em gel de células únicas) é um biomarcador de dano ao DNA, e a afirmativa de que ele "não é recomendado para estudos de citotoxicidade" está incorreta. Na verdade, o ensaio do cometa é amplamente utilizado em estudos de genotoxicidade e também pode ser empregado como indicador de citotoxicidade, pois danos ao DNA frequentemente precedem ou acompanham a morte celular. A justificativa apresentada — de que mecanismos citotóxicos podem envolver alterações funcionais sem dano direto ao DNA — não invalida o uso do teste, apenas indica que ele não detecta todos os tipos de citotoxicidade.

O ensaio do cometa, também chamado de eletroforese em gel de células únicas (SCGE), é uma técnica sensível para detectar quebras de fita simples e dupla no DNA, bem como sítios álcali-lábeis. A imagem típica mostra células com "caudas" de DNA migrando em direção ao ânodo; o comprimento e a intensidade da cauda são proporcionais ao grau de dano. Essa técnica é amplamente usada em toxicologia genética, biomonitoramento ambiental e estudos de carcinogênese.

A relação entre genotoxicidade e citotoxicidade é complexa: um agente pode ser citotóxico sem ser genotóxico (por exemplo, inibindo enzimas vitais ou danificando membranas), e pode ser genotóxico sem ser imediatamente citotóxico (por exemplo, causando mutações que não levam à morte celular imediata). No entanto, o ensaio do cometa pode ser adaptado para avaliar citotoxicidade indiretamente, por meio de parâmetros como a porcentagem de células com dano extenso ("células cometa") ou a fragmentação do DNA associada à apoptose/necrose. Portanto, a afirmativa de que o teste "não é recomendado" é uma generalização incorreta.

A pegadinha da banca está em sugerir que, por não detectar todos os mecanismos citotóxicos, o teste seria inútil para esse fim. Na prática, o ensaio do cometa é uma ferramenta complementar: ele detecta dano genético, que é um dos possíveis mecanismos de citotoxicidade, e sua aplicação em estudos de citotoxicidade é válida, desde que interpretada com cautela.

1Detecta
Quebras de fita simples/dupla
Sítios álcali-lábeis
2Aplicações
Genotoxicidade
Citotoxicidade (indireta)
Biomonitoramento ambiental
3Limitações
Não detecta todo mecanismo citotóxico
Exige interpretação cautelosa
Ensaio do cometa (SCGE)
LEVELsoulevel.com.br
Ensaio do cometa (SCGE): Detecta (Quebras de fita simples/dupla, Sítios álcali-lábeis); Aplicações (Genotoxicidade, Citotoxicidade (indireta), Biomonitoramento ambiental); Limitações (Não detecta todo mecanismo citotóxico, Exige interpretação cautelosa)

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa diz que o teste do cometa "não é recomendado para estudos de citotoxicidade". Isso é falso. O ensaio do cometa é recomendado e utilizado em estudos de genotoxicidade e, por extensão, pode contribuir para avaliações de citotoxicidade, especialmente quando o dano ao DNA é um dos mecanismos envolvidos. A justificativa apresentada ("mecanismos citotóxicos podem envolver alterações em funções celulares sem causar danos diretos ao material genético") é verdadeira em si, mas não torna o teste inadequado; apenas delimita seu escopo. O teste não é a única ferramenta para avaliar citotoxicidade, mas é uma delas, e a afirmativa o descarta de forma absoluta, o que está errado.

Gabarito: ❌ ERRADO

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