Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Hereditariedade e diversidade da vida
Código
ce172287
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Associado I - Especialidade: Saúde Avançada - Área de Atuação: Biossensores e Biofabricação
Internet: <https://lactec.com.br>.
Tendo em vista a imagem precedente, que representa os resultados obtidos em um ensaio do cometa, o qual funciona como um biomarcador de dano no DNA, julgue o seguinte item, a respeito desse ensaio e de suas aplicações.O ensaio do cometa é aplicado exclusivamente em células em proliferação, não sendo possível a avaliação de células circulantes, como eritrócitos, por essa técnica.
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
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Ensaio do cometa: aplicação em células circulantes
Gabarito: ❌ ERRADO. O ensaio do cometa (eletroforese em gel de células únicas) não é aplicado exclusivamente em células em proliferação — ele pode ser realizado em qualquer tipo de célula nucleada, incluindo células circulantes como linfócitos do sangue periférico. A afirmação erra ao restringir a técnica e ao citar eritrócitos como exemplo, pois estas células são anucleadas e, portanto, não possuem DNA para ser avaliado.
O ensaio do cometa, também conhecido como eletroforese em gel de célula única (SCGE), é uma técnica amplamente utilizada para detectar danos no DNA, especialmente quebras de fita simples e duplas. A metodologia consiste em embeder células em agarose, lisá-las, submetê-las a eletroforese e corar o DNA. Células com DNA danificado apresentam uma "cauda" que migra em direção ao ânodo, formando a imagem de um cometa — quanto maior a cauda, maior o dano.
A técnica é versátil e pode ser aplicada a qualquer célula nucleada, independentemente de estar em proliferação. Na prática, é comum o uso de linfócitos do sangue periférico, que são células circulantes e não estão necessariamente em divisão ativa. Isso torna a técnica valiosa para biomonitoramento humano, avaliação de exposição a agentes genotóxicos e estudos de reparo de DNA.
A pegadinha da questão está em dois pontos: primeiro, a restrição a "células em proliferação" — o ensaio funciona com células quiescentes, desde que tenham núcleo; segundo, a menção a eritrócitos, que são anucleados em mamíferos e, portanto, não podem ser avaliados por essa técnica. A banca mistura esses dois erros para confundir o candidato.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você acreditar que o ensaio do cometa só funciona em células que estão se dividindo, quando na verdade o requisito é ter DNA (núcleo). E ainda cita eritrócitos como exemplo — justamente as células que não podem ser avaliadas, por serem anucleadas. Fique atento: a técnica serve para qualquer célula nucleada, inclusive linfócitos circulantes.
Ensaio do cometa (SCGE): Detecta danos no DNA (Quebras de fita simples, Quebras de fita dupla); Requisito (Célula nucleada, Qualquer tipo (proliferação ou quiescente)); Aplicação (Linfócitos do sangue periférico, Eritrócitos (anucleados))
Alternativa E — ❌ Incorreta (gabarito)
A afirmação está errada por dois motivos:
Restrição indevida a células em proliferação: o ensaio do cometa pode ser aplicado a células quiescentes, como linfócitos do sangue periférico, que não estão em divisão ativa. A técnica não exige proliferação celular.
Menção a eritrócitos: em mamíferos, os eritrócitos maduros são anucleados — não possuem DNA. Portanto, não podem ser avaliados por essa técnica. Se a banca quisesse citar células circulantes avaliáveis, deveria mencionar linfócitos ou outras células nucleadas.