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Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Genética e Reprodução Humana — CESPE / CEBRASPE 2024

Biomedicina - Análises ClínicasGenética e Reprodução Humana
Código
ce174424
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INPI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Em Propriedade Industrial – Área: P1 - Biologia Celular E Molecular / Bioquímica / Biotecnologia / Enzimologia / Microbiologia / Imunologia / Bioinformática
Em determinado processo inovador, empregam-se microrganismos geneticamente modificados para potencializar suas propriedades de degradação de resíduos na limpeza de superfícies sólidas.No que se refere ao processo hipotético acima mencionado, julgue o item que se segue.Por serem geneticamente modificados, os microrganismos objetos do processo hipotético em comento, quando submetidos à coloração de Gram, retêm o cristal violeta e aparecem na cor roxa ao microscópio.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coloração de Gram e modificação genética

ERRADO. O fato de um microrganismo ser geneticamente modificado não altera sua afinidade tintorial na coloração de Gram: a retenção do cristal violeta (coloração roxa) é determinada pela estrutura da parede celular, e não pela presença de modificações genéticas. A assertiva estabelece uma relação causal inexistente entre engenharia genética e o resultado do Gram.

A coloração de Gram é uma técnica clássica de microbiologia que classifica bactérias em dois grandes grupos com base na composição e estrutura da parede celular. Bactérias Gram-positivas possuem uma espessa camada de peptidoglicano que retém o complexo cristal violeta-iodo após a descoloração com álcool-acetona, aparecendo roxas ao microscópio. Já as Gram-negativas têm uma fina camada de peptidoglicano e uma membrana externa rica em lipopolissacarídeos; a descoloração remove o cristal violeta, e a safranina (contracorante) as torna róseas.

A modificação genética de um organismo — por exemplo, a inserção de um gene que potencializa a degradação de resíduos — não interfere na expressão dos genes responsáveis pela síntese da parede celular. A parede celular é uma estrutura codificada por genes cromossômicos essenciais, e a engenharia genética, no contexto descrito, visa introduzir ou alterar genes específicos de degradação, não aqueles que determinam a arquitetura da parede. Portanto, um OGM pode ser Gram-positivo ou Gram-negativo, dependendo da espécie original, e a coloração de Gram não é influenciada pela modificação genética.

Na prática, imagine uma bactéria do gênero Pseudomonas (Gram-negativa) modificada para degradar hidrocarbonetos: ela continuará aparecendo rósea no Gram, pois sua parede celular permanece a mesma. Da mesma forma, uma Bacillus (Gram-positiva) modificada para produzir enzimas de limpeza continuará roxa. A técnica de Gram é um método de identificação morfotintorial que independe de características metabólicas ou genéticas adquiridas.

A pegadinha da banca está em sugerir que a modificação genética altera a resposta à coloração de Gram. Isso é um erro conceitual: a coloração de Gram reflete a estrutura da parede celular, que é uma característica taxonômica estável da espécie bacteriana, não uma característica adquirida por engenharia genética. O candidato deve lembrar que a modificação genética pode alterar propriedades metabólicas, como a capacidade de degradar resíduos, mas não a morfologia tintorial básica.

Guarde o critério decisivo: a coloração de Gram depende da parede celular, não do genoma modificado. É exatamente essa distinção que separa o certo do errado nesta questão.

Coloração de Gram
  • 1Gram-positivas
    • Espessa camada de peptidoglicano
    • Retém cristal violeta → roxas
  • 2Gram-negativas
    • Fina camada + membrana externa (LPS)
    • Perdem cristal violeta → róseas (safranina)
  • 3Modificação genética
    • Altera propriedades metabólicas (ex.: degradação)
    • Não altera a parede celular
    • Não influencia o resultado do Gram
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ❌ Errado

A assertiva afirma que, por serem geneticamente modificados, os microrganismos reteriam o cristal violeta e apareceriam roxos. Isso é falso, pois a retenção do cristal violeta é determinada pela estrutura da parede celular (espessa camada de peptidoglicano nas Gram-positivas), e não pela presença de modificações genéticas. Um OGM pode ser Gram-positivo ou Gram-negativo, dependendo da espécie original; a engenharia genética não altera essa característica. Portanto, a relação causal estabelecida é incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a associar "geneticamente modificado" com "alteração de características básicas". A confusão é entre modificação genética (que pode alterar propriedades metabólicas, como degradação de resíduos) e estrutura da parede celular (que define o resultado do Gram). Lembre-se: a coloração de Gram é uma característica taxonômica estável, não afetada por genes introduzidos para outras funções.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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