Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Moléculas, células e tecidos
Código
ce174475
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INPI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Em Propriedade Industrial – Área: P2- Bioquímica / Imunologia / Biologia Celular E Molecular / Biotecnologia / Microbiologia
Determinar como os cromossomos são posicionados e dobrados dentro do núcleo interfásico é fundamental para entender o papel da topologia da cromatina na regulação gênica. Vários métodos estão disponíveis para estudar a arquitetura cromossômica, isso é, para mapear a arquitetura cromossômica 3D, cada um com diferentes pontos fortes e limitações. Acerca desse tema, julgue os item que se segue.A técnica de hibridização fluorescente in situ (FISH) permite a observação dos territórios cromossômicos em microscopia de fluorescência.
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GabaritoC — Certo
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Territórios cromossômicos e a técnica FISH
Gabarito: letra C (CERTO). A técnica de hibridização fluorescente in situ (FISH) permite, de fato, a observação dos territórios cromossômicos em microscopia de fluorescência, pois utiliza sondas de DNA marcadas com fluoróforos que se ligam especificamente a sequências-alvo nos cromossomos, tornando-os visíveis no núcleo interfásico. Essa é uma aplicação clássica da FISH no estudo da arquitetura 3D da cromatina.
A FISH (Fluorescence In Situ Hybridization) é uma técnica de citogenética molecular que combina a hibridização de sondas de DNA com a detecção por fluorescência. No núcleo interfásico, cada cromossomo ocupa um território próprio, e a FISH permite visualizar esses territórios individualmente, marcando cromossomos inteiros ou regiões específicas com sondas que emitem fluorescência em diferentes comprimentos de onda. Essa capacidade de "pintar" cromossomos inteiros (chromosome painting) é o que possibilita a observação direta dos territórios cromossômicos em microscopia de fluorescência.
A técnica é amplamente utilizada para estudar a organização espacial do genoma, incluindo a posição relativa dos cromossomos, a associação de regiões específicas e as alterações estruturais, como translocações e deleções. Diferentemente de métodos baseados em sequenciamento (como Hi-C), a FISH fornece informação visual direta em células individuais, preservando o contexto espacial do núcleo.
A pegadinha da banca, se houvesse, seria confundir a FISH com outras técnicas de estudo da cromatina, como a captura de conformação cromossômica (3C, Hi-C), que mapeia interações físicas entre loci distantes, mas não gera imagens diretas. A FISH, por sua vez, é a técnica de escolha para visualização direta de territórios cromossômicos.
Técnicas de estudo da cromatina
1FISH
Sondas de DNA com fluoróforos
Visualização direta (microscopia de fluorescência)
Territórios cromossômicos
2Hi-C / 3C
Mapeamento de interações físicas
Baseado em sequenciamento
Sem imagem direta
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Item — ✅ CERTO
A afirmação está correta. A FISH permite a observação dos territórios cromossômicos em microscopia de fluorescência. Isso ocorre porque a técnica utiliza sondas de DNA marcadas com fluoróforos que hibridizam com sequências complementares nos cromossomos, permitindo que cada cromossomo (ou região cromossômica) seja visualizado como um domínio fluorescente distinto no núcleo interfásico. Essa abordagem é fundamental para estudos de arquitetura nuclear e regulação gênica.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre técnicas de estudo da cromatina, lembre-se: FISH = visualização direta (microscopia de fluorescência); Hi-C/3C = mapeamento de interações (sequenciamento). A FISH é a única que gera imagem dos territórios cromossômicos.