Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Moléculas, células e tecidos
Código
ce174510
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INPI
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Em Propriedade Industrial – Área: P2- Bioquímica / Imunologia / Biologia Celular E Molecular / Biotecnologia / Microbiologia
Julgue o item subsequente, considerando o metabolismo que ocorre em hepatócitos humanos em situação de hipoglicemia.O grupo amino de uma parte dos aminoácidos cetogênicos disponíveis será liberado na forma de ureia, e sua cadeia carbônica será liberada na forma de acetil-coenzima A ou de corpos cetônicos.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Metabolismo de aminoácidos em hepatócitos na hipoglicemia
Gabarito: letra C (CERTO). Na hipoglicemia, os hepatócitos intensificam a degradação de aminoácidos para gerar energia e precursores gliconeogênicos. O grupo amino é removido por transaminação e entra no ciclo da ureia, sendo excretado como ureia; a cadeia carbônica dos aminoácidos cetogênicos é convertida em acetil-CoA ou corpos cetônicos, exatamente como afirma o item.
A questão aborda o catabolismo de aminoácidos, que se divide em duas etapas principais: a remoção do grupo amino (desaminação) e o destino do esqueleto carbônico restante. A desaminação ocorre principalmente no fígado, onde o grupo amino é transferido para o ciclo da ureia, resultando na produção de ureia, que é excretada pelos rins. O esqueleto carbônico, por sua vez, é classificado conforme seu destino metabólico: aminoácidos glicogênicos originam intermediários do ciclo de Krebs ou piruvato, que podem ser usados na gliconeogênese; aminoácidos cetogênicos originam acetil-CoA ou acetoacetato, que podem ser convertidos em corpos cetônicos ou oxidados no ciclo de Krebs.
Na hipoglicemia, o organismo busca manter a glicemia por meio da gliconeogênese hepática, utilizando principalmente aminoácidos glicogênicos. No entanto, os aminoácidos cetogênicos, como a leucina e a lisina, não podem ser convertidos em glicose, pois sua degradação gera acetil-CoA, que não é substrato para a gliconeogênese. Em vez disso, a acetil-CoA pode ser desviada para a síntese de corpos cetônicos, especialmente quando a oxidação de ácidos graxos está elevada, como ocorre no jejum prolongado. Assim, a afirmação está correta: o grupo amino é liberado como ureia e a cadeia carbônica dos aminoácidos cetogênicos vira acetil-CoA ou corpos cetônicos.
A pegadinha da banca está em associar a hipoglicemia apenas à gliconeogênese e concluir que todos os aminoácidos seriam glicogênicos. É importante lembrar que os aminoácidos cetogênicos não contribuem para a gliconeogênese, mas sim para a cetogênese, e que a ureia é o produto final do metabolismo do nitrogênio, independentemente do tipo de aminoácido.
Destino dos aminoácidos
1Grupo amino
Desaminação
Ciclo da ureia
Excreção como ureia
2Esqueleto carbônico
Glicogênicos
Piruvato ou ciclo de Krebs
Gliconeogênese
Cetogênicos
Acetil-CoA
Corpos cetônicos
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Item — ✅ Correto
O item descreve corretamente o destino do grupo amino e da cadeia carbônica dos aminoácidos cetogênicos. A desaminação gera amônia, que é convertida em ureia no ciclo da ureia hepático. A cadeia carbônica, por ser cetogênica, é convertida em acetil-CoA, que pode ser oxidada no ciclo de Krebs ou utilizada na síntese de corpos cetônicos (acetoacetato, β-hidroxibutirato e acetona). Esse processo é especialmente relevante na hipoglicemia, quando o fígado prioriza a produção de energia e a manutenção da glicemia.