Questão de Matemática — Raciocínio Lógico — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce174749
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INPI
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista em propriedade industrial – área: t1 – formação: qualquer área de formação.
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo (C). O argumento apresentado é inválido porque comete a falácia formal conhecida como negação do antecedente (ou modus tollens invertido). A forma lógica é: , , logo — mas a conclusão correta seria apenas se a segunda premissa fosse e a regra fosse o modus tollens (, , logo ). Aqui, a segunda premissa é (não consegui fazer os exercícios) e a conclusão é (não me alimentei bem), o que configura a falácia, pois a condicional não permite afirmar o antecedente a partir da negação do consequente.
A falácia da negação do antecedente é um erro formal de raciocínio: parte de uma premissa condicional verdadeira e da negação do antecedente para concluir a negação do consequente, o que não é logicamente válido. No argumento, a estrutura é:
Premissa 1: Se , então (Se não me alimento bem, não consigo fazer exercícios).
Premissa 2: (Não consegui fazer exercícios).
Conclusão: (Logo, não me alimentei bem).
Isso é exatamente a negação do antecedente, pois a premissa 2 nega o consequente () e a conclusão nega o antecedente (). A forma válida seria o modus tollens: , , logo . Como a premissa 2 é e a conclusão é , a estrutura é inválida.
A banca explora a confusão entre a falácia da negação do antecedente e o modus tollens válido. O candidato pode pensar que, como a condicional é verdadeira e o consequente é falso, o antecedente deve ser falso — mas isso só é válido se a premissa for e a conclusão , o que não ocorre aqui.
O item afirma que o argumento é inválido devido à sua forma. Isso está correto. A forma lógica é:
(Se não me alimento bem, então não consigo fazer exercícios).
(Não consegui fazer exercícios).
Logo, (Não me alimentei bem).
Essa estrutura é a falácia da negação do antecedente, pois a segunda premissa nega o consequente () e a conclusão nega o antecedente (). A forma válida seria o modus tollens: , , logo . Como a premissa 2 é e a conclusão é , a estrutura é inválida.
A banca troca a ordem das premissas para induzir o candidato a aplicar o modus tollens de forma incorreta. No modus tollens válido, a segunda premissa é a negação do consequente () e a conclusão é a negação do antecedente (). Aqui, a segunda premissa é (não consegui fazer exercícios) e a conclusão é (não me alimentei bem), o que configura a falácia. Fique atento: a negação do antecedente é inválida, pois a condicional não permite afirmar o antecedente a partir da negação do consequente.
Gabarito: Certo (C).
Link permanente: /questoes/ce174749