Questão de Matemática — Raciocínio Lógico — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce174750
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INPI
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista em propriedade industrial – área: t1 – formação: qualquer área de formação.
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). O diálogo apresentado não configura falácia de autoridade, pois o Professor não invoca sua autoridade para justificar a conclusão; ele apresenta uma caracterização objetiva do livro ("informações pouco aprofundadas") e dela extrai uma conclusão ("informações superficiais demais"). A falácia de autoridade ocorreria se a justificativa fosse "o livro é ruim porque eu, professor e especialista, digo que é" — o que não acontece no texto.
A questão cobra o reconhecimento de um tipo específico de raciocínio falacioso. Para resolvê-la, é preciso distinguir o que é uma falácia de autoridade (também chamada argumentum ad verecundiam) de um argumento legítimo baseado em evidências. A falácia de autoridade ocorre quando se usa a posição, o prestígio ou a especialização de alguém como única ou principal justificativa para aceitar uma conclusão, sem apresentar razões objetivas. No diálogo, o Professor não diz "acredite em mim porque sou especialista"; ele aponta uma característica do livro (pouco aprofundamento) e conclui algo sobre essa característica (superficialidade). A autoridade do professor é apenas o contexto da conversa, não o fundamento do raciocínio.
A pegadinha da banca está em induzir o candidato a associar automaticamente "professor + especialista" à falácia de autoridade, sem analisar o conteúdo do argumento. O que decide a questão é a estrutura do raciocínio: se a conclusão se apoia em uma premissa objetiva (característica do livro), não há falácia; se a conclusão se apoia apenas na autoridade do falante, há falácia. No caso, a premissa é "o livro traz informações pouco aprofundadas" e a conclusão é "o livro apresenta informações superficiais demais" — uma relação de causa e consequência entre a premissa e a conclusão, não um apelo à autoridade.
Caso | Premissa objetiva (P) | Apelo à autoridade (A) | Conclusão (C) | Resultado |
|---|---|---|---|---|
1 | V | F | V | Consistente |
2 | V | V | V | Consistente |
3 | F | V | V | Inviável |
4 | F | F | F | Inviável |
A assertiva afirma que o Professor recorre à sua autoridade para justificar o raciocínio. Isso não ocorre. O Professor não diz "sou especialista, portanto estou certo" ou "acredite em mim porque sou professor". Ele apresenta uma premissa factual ("informações pouco aprofundadas") e dela extrai uma conclusão lógica ("informações superficiais demais"). A autoridade do professor é apenas o contexto da conversa, não o fundamento do argumento. A falácia de autoridade ocorreria se a justificativa fosse "o livro é ruim porque eu, professor e especialista, digo que é" — o que não acontece no texto.
A banca tenta fazer o candidato associar automaticamente "professor + especialista" à falácia de autoridade, sem analisar o conteúdo do argumento. O que decide a questão é a estrutura do raciocínio: se a conclusão se apoia em uma premissa objetiva (característica do livro), não há falácia; se a conclusão se apoia apenas na autoridade do falante, há falácia. No caso, a premissa é "o livro traz informações pouco aprofundadas" e a conclusão é "o livro apresenta informações superficiais demais" — uma relação de causa e consequência entre a premissa e a conclusão, não um apelo à autoridade.
Para identificar a falácia de autoridade, pergunte-se: a conclusão depende da autoridade do falante ou de uma premissa objetiva? Se a conclusão se sustenta por si só, com base em evidências, não há falácia. Se a conclusão só é aceita porque "fulano disse", há falácia. Treine com exemplos: "o médico disse que este remédio é bom" (autoridade legítima) vs. "o médico disse que este remédio é bom, e ele é médico, então é verdade" (falácia de autoridade).
Gabarito: letra E (ERRADO).
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