Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
ce175251
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ITAIPU BINACIONAL
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Profissional de Nível Universitário Júnior - Função: Biólogo
Fonte: <https://books.scielo.org> (com adaptações).Tendo como referência os desenhos ilustrados na figura precedente e considerando os aspectos relacionados aos métodos de conservação e organização de coleções entomológicas, assinale a opção correta.
ARecomenda-se que o procedimento de montagem dos insetos seja feito, sempre que possível, no mesmo dia da captura.
BO número II ilustra o procedimento correto de uma alfinetagem.
CO número I ilustra o procedimento correto de uma alfinetagem.
DO círculo preto no triatomíneo representado pelo número IV indica o ponto onde se deve evitar a alfinetagem.
EO número III ilustra o procedimento correto de uma alfinetagem, pois permite o manuseio do alfinete sem que os dedos toquem no inseto.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Recomenda-se que o procedimento de montagem dos insetos seja feito, sempre que possível, no mesmo dia da captura.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Conservação e montagem de coleções entomológicas
Gabarito: letra A. A montagem de insetos deve ser realizada, preferencialmente, no mesmo dia da captura, enquanto o espécime ainda está fresco e flexível, evitando a quebra de apêndices e facilitando o posicionamento correto das estruturas anatômicas para identificação taxonômica.
A conservação de insetos em coleções científicas exige técnicas precisas para garantir a integridade das estruturas morfológicas, que são fundamentais para a correta identificação das espécies. O processo de montagem envolve a utilização de alfinetes entomológicos de aço inoxidável, que devem ser inseridos em locais específicos do corpo do inseto, dependendo da ordem a que pertencem. A demora na montagem faz com que o inseto resseque, tornando-se quebradiço e dificultando o manuseio sem danos.
Montagem de insetos: Momento ideal (Mesmo dia da captura, Evita ressecamento e quebra); Alfinetagem correta (Local específico por ordem, Preserva estruturas diagnósticas); Triatomíneos (Alfinete no escutelo/tórax, Não danifica cabeça e pronoto); Manuseio (Pinças entomológicas, Nunca com os dedos)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O procedimento de montagem deve ser realizado o mais rápido possível após a coleta. Insetos que secam antes da montagem perdem a flexibilidade necessária para a alfinetagem e o posicionamento das pernas e antenas, aumentando drasticamente o risco de perda de partes do corpo (como tarsos e antenas), que são essenciais para a taxonomia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O número II mostra o alfinete atravessando o corpo do inseto de forma inadequada para a maioria dos grupos, podendo danificar órgãos internos ou estruturas diagnósticas importantes. A alfinetagem correta deve seguir padrões específicos para cada ordem, geralmente no escutelo ou em áreas do tórax que minimizem a destruição de caracteres.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O número I ilustra uma alfinetagem que, embora comum em alguns grupos, não representa a regra geral de segurança para a preservação de todas as estruturas diagnósticas. A escolha do local de inserção do alfinete é um dos pontos mais críticos da técnica entomológica, visando sempre preservar a integridade das peças bucais, das asas e das pernas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O círculo preto no número IV indica, na verdade, o local correto para a alfinetagem em triatomíneos (percevejos). A alfinetagem deve ser feita no escutelo ou em uma região específica do tórax que não comprometa a visualização das estruturas diagnósticas, como a cabeça e o pronoto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O número III mostra uma alfinetagem frontal ou em posição que não é a recomendada para a montagem padrão de triatomíneos, pois dificulta a visualização das características laterais e dorsais necessárias para a identificação taxonômica. O manuseio deve ser feito com pinças entomológicas, nunca diretamente com os dedos, independentemente da posição do alfinete.