Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2024
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
ce175256
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ITAIPU BINACIONAL
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Profissional de Nível Universitário Júnior - Função: Biólogo
Com relação às estratégias de conservação da natureza, seus recursos naturais e dos seres vivos, julgue os itens seguintes.I A conservação in situ é pouco empregada no Brasil, pois ela não protege várias espécies ao mesmo tempo.II Corredores biológicos ligam fragmentos de habitat, o que permite elevado fluxo gênico entre indivíduos de vários fragmentos.III A principal limitação da conservação ex situ está na sua ineficácia para preservar diferentes espécies em zoológicos ou jardins botânicos.Assinale a opção correta.
AApenas o item I está certo.
BApenas o item II está certo.
CApenas o item III está certo.
DApenas os itens I e II estão certos.
EApenas os itens II e III estão certos.
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GabaritoB — Apenas o item II está certo.
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Estratégias de conservação da natureza: in situ, ex situ e corredores ecológicos
Gabarito: letra B. Apenas o item II está correto, pois os corredores ecológicos (ou biológicos) são faixas que conectam fragmentos de habitat, permitindo a movimentação de organismos e, consequentemente, o fluxo gênico entre populações antes isoladas. Os itens I e III apresentam afirmações incorretas sobre a conservação in situ e ex situ, respectivamente.
A conservação da biodiversidade pode ser feita de duas formas principais: in situ e ex situ. A conservação in situ é aquela realizada no habitat natural da espécie, como em unidades de conservação (parques, reservas). Ela é amplamente empregada no Brasil e tem a vantagem de proteger ecossistemas inteiros, ou seja, várias espécies ao mesmo tempo, além de preservar as interações ecológicas e os processos evolutivos. Já a conservação ex situ é feita fora do habitat natural, como em zoológicos, jardins botânicos, bancos de germoplasma e criadouros. Sua principal limitação é que ela preserva apenas uma parcela da diversidade genética e não consegue manter as interações ecológicas complexas do ambiente natural, mas é eficaz para preservar espécies específicas, especialmente as ameaçadas de extinção.
Os corredores ecológicos são estruturas fundamentais para a conservação em paisagens fragmentadas. Ao conectar fragmentos de habitat, eles permitem o deslocamento de indivíduos entre populações, o que aumenta o fluxo gênico e reduz os efeitos negativos do isolamento, como a endogamia e a perda de variabilidade genética. Essa é a base do item II, que está correto.
Estratégia
Onde ocorre
Vantagem
Limitação
In situ
Habitat natural (UCs)
Protege ecossistemas inteiros e interações
—
Ex situ
Fora do habitat (zoológicos, bancos de germoplasma)
Eficaz para espécies específicas ameaçadas
Preserva só parte da diversidade genética; não mantém interações ecológicas
Corredores ecológicos
Conectam fragmentos de habitat
Permitem fluxo gênico entre populações
—
Item I — ❌ Incorreto
A afirmação de que a conservação in situ é pouco empregada no Brasil está errada. O Brasil possui uma extensa rede de unidades de conservação (parques nacionais, reservas biológicas, etc.) que protegem ecossistemas inteiros, abrangendo múltiplas espécies simultaneamente. A conservação in situ é, na verdade, a principal estratégia de proteção da biodiversidade no país, justamente por preservar as interações ecológicas e os processos evolutivos que ocorrem no ambiente natural. O erro está em afirmar que ela é pouco empregada e que não protege várias espécies ao mesmo tempo — ela protege ecossistemas completos.
Item II — ✅ Correto
Os corredores ecológicos (ou biológicos) são faixas de vegetação que conectam fragmentos de habitat, permitindo a movimentação de organismos entre eles. Esse deslocamento favorece o fluxo gênico entre populações, ou seja, a troca de material genético entre indivíduos de diferentes fragmentos, o que aumenta a variabilidade genética e reduz os riscos de extinção local. A afirmação está correta e reflete um dos principais objetivos dos corredores ecológicos na conservação da biodiversidade.
Item III — ❌ Incorreto
A afirmação de que a conservação ex situ é ineficaz para preservar diferentes espécies em zoológicos ou jardins botânicos está errada. A conservação ex situ é justamente eficaz para preservar espécies fora de seu habitat natural, como em zoológicos, jardins botânicos, bancos de germoplasma e criadouros. Sua principal limitação não é a ineficácia, mas sim o fato de que ela preserva apenas uma parcela da diversidade genética e não mantém as interações ecológicas complexas do ambiente natural. Além disso, a conservação ex situ é complementar à in situ, sendo utilizada para espécies ameaçadas que precisam de reprodução assistida ou para programas de reintrodução.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte os conceitos: no item I, afirma que a conservação in situ é pouco empregada e não protege várias espécies, quando na verdade ela é a principal estratégia e protege ecossistemas inteiros. No item III, troca a limitação real da conservação ex situ (preservar apenas parte da diversidade genética e não manter interações ecológicas) por uma suposta ineficácia. Fique atento a essas inversões — com treino, você as identifica rapidamente.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre conservação, lembre-se: in situ = no habitat natural (unidades de conservação, protege ecossistemas); ex situ = fora do habitat (zoológicos, bancos de germoplasma, preserva espécies específicas). Corredores ecológicos conectam fragmentos e promovem fluxo gênico. Essa distinção é a chave para acertar a maioria das questões do tema.
Gabarito: letra B — apenas o item II está correto.