Profissional de Nível Universitário Júnior - Função: Contador
Um mecanismo de grande relevância no planejamento empresarial é o orçamento de capital, por meio do qual é possível avaliar a viabilidade de diferentes projetos de investimento. Uma metodologia muito empregada na avaliação de projetos de pequena monta é o período de payback. Segundo essa metodologia,
Arejeita-se o projeto se o valor presente dos fluxos de caixa for negativo.
Baceita-se o projeto se a taxa de retorno oferecida for superior ao custo de capital.
Caprova-se o projeto sempre que houver períodos baixos de payback.
Dprescinde-se da atualização dos fluxos de caixa de acordo com o valor do dinheiro no tempo ou com a inflação.
Erejeita-se o projeto que tem período de payback superior ao desejável.
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GabaritoE — rejeita-se o projeto que tem período de payback superior ao desejável.
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Período de payback na avaliação de projetos de investimento
Gabarito: letra E. O período de payback é o tempo necessário para que os fluxos de caixa acumulados de um projeto igualem o investimento inicial; pela metodologia, rejeita-se o projeto cujo payback seja superior ao período máximo aceitável (payback desejável). As demais alternativas descrevem critérios de outras técnicas de análise de investimentos (VPL, TIR) ou apresentam afirmações incorretas sobre o payback.
O payback é uma das técnicas mais simples e utilizadas para avaliar a viabilidade de projetos, especialmente os de pequena monta. Ele responde à pergunta: "em quanto tempo o projeto devolve o capital investido?". O critério de decisão é comparar o período calculado com um período máximo desejado pela empresa: se o payback for menor ou igual ao desejável, o projeto é aceito; se for maior, é rejeitado. Essa é a essência da alternativa E.
É importante distinguir o payback de outras metodologias de orçamento de capital:
Payback simples: não considera o valor do dinheiro no tempo; simplesmente soma os fluxos de caixa até recuperar o investimento.
Payback descontado: considera o valor do dinheiro no tempo, descontando os fluxos de caixa a uma taxa (geralmente o custo de capital) antes de acumulá-los.
VPL (Valor Presente Líquido): desconta todos os fluxos de caixa ao valor presente e subtrai o investimento inicial; aceita-se o projeto se o VPL for positivo.
TIR (Taxa Interna de Retorno): é a taxa que iguala o VPL a zero; aceita-se o projeto se a TIR for superior ao custo de capital.
A pegadinha da banca está em confundir o critério do payback com os critérios do VPL e da TIR. O payback não avalia a rentabilidade do projeto, apenas o prazo de recuperação do investimento. Portanto, um projeto pode ter payback curto e ainda assim ser inviável economicamente (por exemplo, se os fluxos após o payback forem negativos). Por isso, o payback é usado como complemento a outras técnicas, não como critério único.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve o critério do VPL (Valor Presente Líquido), não do payback. No VPL, rejeita-se o projeto se o valor presente dos fluxos de caixa for negativo (ou seja, se o VPL < 0). O payback não trabalha com valor presente; ele simplesmente acumula os fluxos de caixa (no payback simples) ou os fluxos descontados (no payback descontado) até recuperar o investimento. O critério de decisão é o tempo, não o valor presente líquido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve o critério da TIR (Taxa Interna de Retorno): aceita-se o projeto se a taxa de retorno oferecida for superior ao custo de capital. O payback não compara taxas; ele mede o tempo de recuperação do investimento. A TIR é uma medida de rentabilidade, enquanto o payback é uma medida de liquidez/prazo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A afirmação "aprova-se o projeto sempre que houver períodos baixos de payback" é uma generalização indevida. Um payback curto é desejável, mas não é condição suficiente para aprovar o projeto. O projeto pode ter payback curto e ainda assim ser inviável (por exemplo, se os fluxos após o payback forem negativos, ou se o VPL for negativo). O payback deve ser usado em conjunto com outras técnicas, como VPL e TIR, para uma avaliação completa. Além disso, o critério correto é comparar o payback com o período máximo desejável, não apenas "sempre que for baixo".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Esta alternativa afirma que o payback "prescinde da atualização dos fluxos de caixa de acordo com o valor do dinheiro no tempo ou com a inflação". Isso é verdade apenas para o payback simples, que não desconta os fluxos. No entanto, existe o payback descontado, que considera o valor do dinheiro no tempo. A alternativa generaliza ao afirmar que a metodologia prescinde da atualização, o que é incorreto, pois há a variação descontada. Além disso, mesmo no payback simples, a inflação pode ser relevante para a análise, embora não seja incorporada formalmente. A banca explora a confusão entre as duas variações do payback.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição correta do critério de decisão do payback: rejeita-se o projeto cujo período de payback seja superior ao período máximo desejável (payback desejável). Se o payback calculado for menor ou igual ao desejável, o projeto é aceito; se for maior, é rejeitado. Essa é a regra fundamental da metodologia, independentemente de ser payback simples ou descontado.
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir as técnicas, lembre-se do que cada uma mede:
Payback: mede o tempo de recuperação do investimento (liquidez).
VPL: mede o valor gerado pelo projeto (riqueza).
TIR: mede a taxa de retorno do projeto (rentabilidade).
Na prova, quando a alternativa falar em "período", "tempo de recuperação", "payback", o critério é comparar com o desejável. Quando falar em "valor presente", "VPL", o critério é positivo/negativo. Quando falar em "taxa", "TIR", o critério é comparar com o custo de capital.