Profissional de Nível Universitário Júnior - Função: Engenheiro Eletrônico
Suponha que a resistência, em MPa, de certo tipo de material estrutural sob determinada condição de operação possa ser descrita por uma distribuição normal com média μ desconhecida e desvio padrão σ conhecido. Considere, também, que um estudo experimental tenha sido realizado para se estimar a média μ por meio de uma amostra aleatória simples de tamanho n = 9, obtendo-se a seguinte estimativa intervalar com 95% de confiança: 40 ± 0,5 MPa.Com respeito a essa situação hipotética, assinale a opção correta.
ANa estimativa intervalar com 95% de confiança (40 ± 0,5 Mpa), o valor da margem de erro (± 0,5 MPa) não depende da média amostral.
BLevando-se em consideração que σ é conhecido, é correto concluir que a estimativa intervalar em questão foi obtida com base na distribuição t de Student com 8 graus de liberdade.
CSe o resultado do referido estudo fosse apresentado por meio de um intervalo de 99% de confiança, a estimativa intervalar seria 40 ± ε MPa, com ε< 0,5.
DO intervalo de confiança obtido no estudo em apreço revela que a probabilidade de a resistência média populacional μ desse tipo de material variar entre 39,5 MPa e 40,5 MPa é igual a 0,95.
EA estimativa pontual para a média populacional μ é um valor aleatório que se encontra no intervalo [39,5 MPa; 40,5 MPa].
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GabaritoA — Na estimativa intervalar com 95% de confiança (40 ± 0,5 Mpa), o valor da margem de erro (± 0,5 MPa) não depende da média amostral.
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Intervalo de confiança para a média com variância conhecida
Gabarito: letra A. A margem de erro de um intervalo de confiança para a média, quando o desvio padrão populacional é conhecido, é dada por , que depende apenas do nível de confiança, do desvio padrão e do tamanho da amostra — não depende da média amostral. As demais alternativas contêm erros conceituais clássicos: uso indevido da distribuição t de Student, relação incorreta entre nível de confiança e amplitude do intervalo, e interpretação probabilística equivocada do intervalo.
A questão explora o conceito de intervalo de confiança para a média populacional quando a variância é conhecida. Nesse cenário, a estatística pivotal é a normal padrão, e o intervalo é construído como:
O termo é a margem de erro (ou erro máximo da estimativa). Ela é determinada por três elementos: o nível de confiança (que define ), o desvio padrão populacional e o tamanho da amostra . A média amostral apenas centraliza o intervalo — ela não influencia a sua amplitude. Essa é a distinção central que a alternativa A captura corretamente.
A confusão mais comum neste tema é misturar os casos de variância conhecida e desconhecida. Quando é conhecido, usa-se a distribuição normal; quando é desconhecido e estimado pela amostra, usa-se a distribuição t de Student com graus de liberdade. Outra armadilha frequente é a interpretação do intervalo: o nível de confiança refere-se ao procedimento de estimação, não à probabilidade de o parâmetro estar dentro de um intervalo específico já calculado.
Alternativa
Afirmação avaliada
Veredito
A
Margem de erro não depende da média amostral
✅ Correta
B
Uso da distribuição t de Student com 8 graus de liberdade
❌ Incorreta
C
Intervalo de 99% teria ε < 0,5
❌ Incorreta
D
Probabilidade de μ estar entre 39,5 e 40,5 é 0,95
❌ Incorreta
E
Estimativa pontual é um valor aleatório dentro do intervalo
❌ Incorreta
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A margem de erro é . Nesta fórmula, não aparece a média amostral . Portanto, a afirmação de que a margem de erro não depende da média amostral está correta. A média amostral apenas determina o centro do intervalo, mas não a sua amplitude.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O enunciado afirma explicitamente que o desvio padrão é conhecido. Nesse caso, a distribuição a ser utilizada é a normal padrão, não a t de Student. A distribuição t de Student com graus de liberdade seria usada apenas se fosse desconhecido e estimado pela amostra. A alternativa confunde os dois cenários.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Um intervalo com 99% de confiança exige um valor crítico maior do que o de 95% (aproximadamente 2,576 contra 1,96). Como a margem de erro é diretamente proporcional a esse valor, o novo intervalo teria uma margem , e não . A alternativa inverte a relação entre nível de confiança e amplitude do intervalo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O intervalo de confiança não expressa a probabilidade de o parâmetro estar dentro de um intervalo específico. O parâmetro é fixo; a aleatoriedade está no intervalo, que varia de amostra para amostra. A interpretação correta é: se repetíssemos o procedimento muitas vezes, aproximadamente 95% dos intervalos construídos conteriam o verdadeiro valor de . A alternativa atribui a probabilidade ao parâmetro, o que é um erro conceitual grave.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A estimativa pontual é um valor aleatório, pois depende da amostra sorteada. No entanto, ela é o centro do intervalo, e não um valor que "se encontra" dentro dele. O intervalo é construído como , portanto é o ponto médio, não um ponto qualquer do intervalo. A afirmação é imprecisa e não reflete a relação entre estimativa pontual e intervalo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre variância conhecida e desconhecida (alternativa B) e a interpretação probabilística do intervalo (alternativa D). No primeiro caso, o candidato pode aplicar a t de Student por reflexo, sem notar que é dado. No segundo, a tentação é ler o intervalo como uma probabilidade sobre , quando na verdade a probabilidade é sobre o procedimento. Fique atento a esses dois pontos — eles são recorrentes em questões de inferência.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver rapidamente, identifique primeiro se é conhecido (use normal) ou desconhecido (use t de Student). Depois, lembre-se: a margem de erro depende de , e — nunca da média amostral. E, ao interpretar um intervalo, pense sempre no procedimento, não no parâmetro.