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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce176547
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-GO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista em Informática
Julgue o item seguinte, relativo aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente.A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “que a impressão e os computadores” (primeiro período do terceiro parágrafo) fosse reescrito como da impressão e dos computadores.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de comparação — preservação de sentido e correção gramatical

Gabarito: Errado (E). A substituição de “que a impressão e os computadores” por “da impressão e dos computadores” altera a regência do adjetivo “mais extrema” e modifica o sentido original de comparação para uma relação de posse/pertinência, o que fere a correção gramatical e os sentidos do texto.

No trecho original:

“O resultado disso teria sido tão impactante que Ong classifica a escrita como uma tecnologia ainda mais extrema que a impressão e os computadores

A expressão “mais extrema que” estabelece uma comparação direta: a escrita é (ainda) mais extrema do que a impressão e os computadores. O termo “que” funciona como conectivo comparativo (= do que).

Na reescrita proposta: “mais extrema da impressão e dos computadores”, a preposição “de” (combinada com “a” em “da”) indica posse, origem ou relação de pertencimento — como em “a mais extrema entre as impressoras e os computadores” ou “a mais extrema dentre eles”. Isso desfaz a ideia de comparação entre duas coisas distintas (escrita vs. impressão/computadores) e cria uma interpretação de que a escrita seria a mais extrema dentro da categoria formada por impressão e computadores — o que não é o que o texto afirma.

Além disso, gramaticalmente, o adjetivo “extrema” no grau comparativo exige a preposição “a” (ou “do que”) para introduzir o segundo termo da comparação. A preposição “de” é inadequada para reger o termo comparado. Portanto, a reescrita é incorreta tanto do ponto de vista sintático (regência) quanto semântico (alteração de sentido).

A banca cobra a percepção de que a troca de um conectivo comparativo por uma preposição possessiva desvirtua o enunciado original.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na tentação de achar que “da” é sinônimo de “que a” em contextos comparativos. Mas “mais ... que” é estrutura cristalizada de comparação; “mais ... de” pertence a outra estrutura (superlativo relativo ou posse).

PEGA ESSA DICA!

Ao avaliar reescritas, verifique se a regência do termo principal (aqui, “mais extrema”) é respeitada e se o valor semântico do conectivo foi preservado.

Link permanente: /questoes/ce176547