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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce177232
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Letras
No que se refere à estrutura da frase e à pontuação no texto 11A05, julgue o item a seguir.Estaria mantido o sentido do segmento “A ninguém importa mais do que à magistratura fugir do medo” (segundo período do segundo parágrafo) caso ele fosse assim reordenado: À magistratura importa a ninguém mais do que fugir do medo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reordenação que altera o sentido da comparação

Gabarito: Errado (E). O reordenamento proposto não mantém o sentido original porque inverte a estrutura comparativa e a regência do verbo “importar”. No texto original, “A ninguém importa mais do que à magistratura fugir do medo”, o sujeito de “importa” é a oração “fugir do medo”, e a comparação estabelece que “a ninguém” (nenhuma pessoa) importa mais do que “à magistratura” (ou seja, a magistratura é a que mais se importa). Já na versão reordenada, “À magistratura importa a ninguém mais do que fugir do medo”, a colocação de “a ninguém” após o verbo e a comparação “mais do que fugir do medo” criam uma estrutura ambígua e, principalmente, deslocam o termo comparado: agora parece que se compara “a ninguém” (objeto indireto) com “fugir do medo” (sujeito), invertendo a relação. A comparação original era entre dois complementos (a ninguém / à magistratura); a reordenação compara um complemento com o sujeito, o que altera o sentido. Portanto, a afirmação está errada.

Análise detalhada

Frase original:

"A ninguém importa mais do que à magistratura fugir do medo"

  • Sujeito: “fugir do medo” (oração subordinada substantiva subjetiva).

  • Verbo: “importa” (impessoal no sentido de ‘ser importante’).

  • Complementos: “a ninguém” e “à magistratura” são objetos indiretos coordenados pela comparação “mais... do que”.

  • Sentido: “Fugir do medo é mais importante para a magistratura do que para qualquer outra pessoa.”

Reordenação proposta:

"À magistratura importa a ninguém mais do que fugir do medo"

  • A inversão coloca “à magistratura” no início, seguido de “importa a ninguém mais do que fugir do medo”.

  • A expressão “mais do que” agora conecta “a ninguém” com “fugir do medo” (que permanece como sujeito?).

  • A comparação deixa de ser entre pessoas (ninguém / magistratura) e passa a ser entre “ninguém” (pessoa) e “fugir do medo” (ação). Isso muda o significado: na nova leitura, “fugir do medo” parece ser o termo com o qual se compara “a ninguém”, o que é incoerente (comparar uma pessoa com uma ação) e foge ao sentido original.

Assim, a reordenação não preserva o sentido; logo, o item está errado.

PEGA ESSA DICA!

Ao reordenar orações com comparação, verifique se os termos comparados permanecem os mesmos. O verbo “importar” rege objeto indireto (a + alguém); inverter a ordem pode quebrar a relação comparativa.

Gabarito: E (Errado).

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