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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce177246
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Letras
Julgue o próximo item, relativos aos sentidos do texto 11A05.Deduz-se do texto que os “juízes de amanhã”, a quem se dirige a fala do autor, não devem antepor os poderosos aos desvalidos, nem recusar patrocínio a estes contra aqueles, nem servir sem independência à justiça, nem romper a verdade diante do poder.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do item sobre os deveres dos juízes de amanhã

Gabarito: Certo (C). O item está correto porque todas as quatro proibições nele listadas podem ser deduzidas diretamente do discurso de Rui Barbosa. O autor exorta os futuros juízes a não favorecerem os poderosos em detrimento dos desvalidos, a não recusarem proteção aos pobres contra os ricos, a servirem com independência e a não transigirem com a verdade perante o poder.

Comprovação no texto

  1. Antepor os poderosos aos desvalidos – O texto afirma que o direito dos mais miseráveis é tão sagrado quanto o do mais alto poder, e que a justiça deve ser mais atenta com eles, pois são os mais mal defendidos. Logo, não se deve colocar os poderosos à frente dos desvalidos.

    > "O direito dos mais miseráveis dos homens, o direito do mendigo, do escravo, do criminoso, não é menos sagrado, perante a justiça, que o do mais alto dos poderes. Antes, com os mais miseráveis é que a justiça deve ser mais atenta, e redobrar-se de escrúpulo..."

  1. Recusar patrocínio aos desvalidos contra os poderosos – A condenação dos "baixos e abomináveis sofismas" e a orientação para enfrentar com dignidade os poderosos que investem contra a justiça implicam que o juiz não deve negar defesa aos fracos.

    > "Preservai, juízes de amanhã, preservai vossas almas juvenis desses baixos e abomináveis sofismas." e "Os poderosos que investem contra a justiça (...) não terão, por muito tempo, a cabeça erguida em ameaça ou desobediência diante dos magistrados, que os enfrentam com dignidade e firmeza."

  1. Servir sem independência à justiça – O magistrado deve ter “pureza imaculada e plácida rigidez, que a nada se dobre”, e não conhecer covardia. Isso significa que ele deve agir com independência, sem subserviência.

    > "Todo bom magistrado tem muito de heroico em si mesmo, na pureza imaculada e na plácida rigidez, que a nada se dobre, e de nada se tenha medo..."

  1. Romper a verdade diante do poder – A exortação para não tergiversar com responsabilidades e não temer soberanias (do povo ou do poder) mostra que o juiz não deve falsear a verdade por pressão.

    > "Não tergiverseis com as vossas responsabilidades, por mais atribulações que vos imponham, e mais perigos a que vos exponham. Nem receeis soberanias da terra: nem a do povo, nem a do poder."

Portanto, o item é uma síntese fiel do espírito do texto, e a dedução é plenamente autorizada. Gabarito: C (Certo).

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