Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce177253
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Letras

        O que é ter direito à felicidade? Estado de espírito, sonho humano, sentido de realização pessoal, garantia de paz, a felicidade é a concretude ideal da pessoa humana em sua existência. Intrínseca e imutável à própria dignidade das pessoas, a felicidade também é um valor social e uma questão política de educação pública.


        O direito à felicidade tem suas raízes na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948. O artigo 3.º da declaração estabelece que “todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. E o que é a felicidade senão um estado de plenitude e satisfação pessoal?


        Em termos práticos, o direito à felicidade implica garantir condições para que as pessoas possam buscar a realização pessoal e o bem-estar. Isso inclui o acesso à educação de qualidade, a oportunidades de emprego digno, a serviços de saúde, a um ambiente seguro e saudável, entre outros.


        No entanto, é importante ressaltar que a felicidade é subjetiva e que não é um estado permanente. A busca pela felicidade envolve altos e baixos, desafios e aprendizados. O importante é ter a liberdade e o direito de buscar a felicidade, mesmo diante dos obstáculos.


        Em resumo, o direito à felicidade é um conceito que reconhece a importância da busca pela realização pessoal e do bem-estar emocional. Ele não garante a felicidade em si, mas sim a liberdade e as oportunidades para que cada indivíduo possa buscar a sua própria felicidade. É uma lembrança de que todos têm o direito de viver uma vida plena e satisfatória, de acordo com suas próprias escolhas e valores.


Benigno Núñez Novo. Do direito à felicidade. Internet: (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, referentes ao texto apresentado.O autor trata o assunto “direito à felicidade” de forma pouco objetiva, o que desqualifica seus argumentos por não serem fundamentados em fatos.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Julgamento sobre objetividade e fundamentação do texto

Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação de que o autor trata o assunto de forma pouco objetiva e que seus argumentos não são fundamentados em fatos não se sustenta diante do que o texto apresenta. O texto é claro e objetivo: define o direito à felicidade, cita a Declaração Universal dos Direitos Humanos (fonte factual), e enumera condições para que esse direito seja garantido (educação, emprego, saúde, segurança). A própria subjetividade da felicidade é reconhecida como um fato, e não como falta de objetividade.

Veja trechos que comprovam a objetividade:

"O direito à felicidade tem suas raízes na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948. O artigo 3.º da declaração estabelece que 'todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal'."

"Em termos práticos, o direito à felicidade implica garantir condições para que as pessoas possam buscar a realização pessoal e o bem-estar. Isso inclui o acesso à educação de qualidade, a oportunidades de emprego digno, a serviços de saúde, a um ambiente seguro e saudável, entre outros."

O autor não se limita a opiniões vagas; ele ancora o conceito em um documento internacional e propõe elementos concretos. A afirmação do item é, portanto, uma extrapolação: ela impõe ao texto uma característica que ele não possui.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta desqualificar o texto atribuindo-lhe falta de objetividade, mas o texto é repleto de referências factuais e argumentos lógicos. Cuidado com juízos de valor que não encontram respaldo no texto.

Conclusão: a assertiva está errada, pois o texto é objetivo e fundamentado em fatos. A banca pediu CERTO/ERRADO, e o gabarito é ERRADO.

Link permanente: /questoes/ce177253