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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce177258
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Letras
Acerca do texto precedente, julgue o item que se segue.Com o trecho “Dizer o contrário é aceitar que o discurso é uma realidade sem fronteiras” (último período do texto), o autor demonstra que cada leitor faz uma leitura única do texto que lê, de forma que não se pode chegar a um sentido consensual do que é lido.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O sentido do texto e seus limites interpretativos

Gabarito: Errado (E). O item atribui ao último período do texto uma ideia que o autor refuta: a de que cada leitor faz uma leitura única e não há sentido consensual. Na verdade, o trecho citado nega exatamente essa possibilidade, pois defende que existem limites para a interpretação.

A passagem decisiva

“Muito antes de se poder dizer que o ato compreensivo se constitui em mero ato arbitrário do intérprete, pode-se dizer que limites há para a significância, dentro dos quais atua o sujeito-da-interpretação. Em verdade, esse sujeito age livremente, mas dentro de um campo de forças. Dizer o contrário é aceitar que o discurso é uma realidade sem fronteiras.

O autor afirma claramente que a interpretação não é arbitrária; há limites. “Dizer o contrário” (ou seja, afirmar que não há limites) equivaleria a aceitar um discurso sem fronteiras — o que ele considera errado. Portanto, o trecho final serve para rejeitar a tese de que o leitor pode extrair qualquer sentido.

O erro da assertiva

  • Contradiz o texto: o autor defende a existência de limites interpretativos; a assertiva diz que “cada leitor faz uma leitura única [...] de forma que não se pode chegar a um sentido consensual”. Essa afirmação é exatamente o “contrário” que o autor critica.

  • Extrapolação: o texto não diz que cada leitura é totalmente idiossincrática; pelo contrário, reconhece que o sentido é construído pelo intérprete, mas dentro de limites que permitem consensos.

NÃO CAIA NESSA!

Troca de sentido. A banca inverte o alvo da refutação: o autor diz que NÃO se pode aceitar um discurso sem fronteiras; a assertiva afirma que o autor demonstra exatamente isso.

Conclusão

O item está errado, pois o trecho final do texto serve justamente para negar a possibilidade de interpretação ilimitada, afirmando que há limites (portanto, é possível chegar a sentidos consensuais).

Gabarito: letra E (Errado).

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