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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce177260
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Letras
Acerca do texto precedente, julgue o item que se segue.Com o emprego da expressão “remanso abissal”, no penúltimo período do primeiro parágrafo, o autor indica a condição dupla do texto, sentido que é construído por meio de trechos como “Sua pretensa clareza é ilusória”, “o que paira sobre o texto” e “sua profundidade”, todos no primeiro parágrafo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da afirmação sobre "remanso abissal"

Gabarito: Certo (C). O item está correto porque o autor, ao empregar a expressão "remanso abissal", efetivamente aponta para a condição dupla do texto — a superfície aparente e a profundidade de sentidos —, e os trechos citados ("Sua pretensa clareza é ilusória", "o que paira sobre o texto" e "sua profundidade") constroem essa dualidade, conforme se verifica no primeiro parágrafo.

No primeiro parágrafo, o texto distingue dois aspectos de conceber um texto: o primeiro, a impressão inicial, que "tem foros de ser a única" mas é ilusória ("Sua pretensa clareza é ilusória"); o segundo, "as possibilidades de sentido que faculta", que remete à profundidade. A expressão "remanso abissal" aparece no contexto da segunda concepção:

"Essa é a abertura de profundidade que exsurge do remanso abissal das malhas de um texto."

O termo "remanso" sugere calma aparente, mas "abissal" remete ao abismo, à profundidade insondável. Essa oposição entre superfície e profundidade é reforçada pela frase "o que paira sobre o texto não pode ser mais que o que se inclui em sua profundidade", que vincula o aparente (o que "paira") ao conteúdo profundo. Portanto, o autor constrói a ideia de que o texto possui uma condição dual: uma face superficial (ilusória) e uma face profunda (realmente significativa). Assim, a afirmação do item está plenamente de acordo com o texto.

Não há qualquer erro: os trechos mencionados estão no primeiro parágrafo e contribuem para essa noção de dualidade. O item é, portanto, Certo (C).

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