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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
ce177318
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Medicina
Em relação às doenças reumáticas, julgue o item que se segue.Os anticorpos anti-SM são específicos para o diagnóstico de Lupus (LES), mas encontrados apenas em cerca de 25% dos casos (até um terço dos afetados).
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anticorpos anti-Sm no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: os anticorpos anti-Sm (anti-Smith) são altamente específicos para o diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES), mas estão presentes em apenas cerca de 25% a 30% dos pacientes (até um terço dos afetados). Essa combinação de alta especificidade com baixa sensibilidade é uma característica clássica desse autoanticorpo, conforme descrito na literatura reumatológica.

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune multissistêmica crônica, caracterizada por períodos de atividade e remissão. O diagnóstico é eminentemente clínico-laboratorial, baseado em critérios de classificação (como os do American College of Rheumatology – ACR, de 1997, ou os critérios SLICC, de 2012). Dentro do painel de autoanticorpos pesquisado, cada um tem um papel específico: alguns são marcadores de alta sensibilidade (como o FAN, presente em mais de 95% dos casos), enquanto outros se destacam pela alta especificidade, ou seja, pela capacidade de confirmar o diagnóstico quando presentes.

Os anticorpos anti-Sm pertencem a este segundo grupo. Eles são dirigidos contra proteínas do complexo de ribonucleoproteínas (parte do antígeno nuclear extraível – ENA) e são considerados um dos marcadores sorológicos mais específicos para o LES. Na prática, a presença do anti-Sm em um paciente com quadro clínico compatível praticamente confirma o diagnóstico. No entanto, essa especificidade vem acompanhada de uma sensibilidade limitada: o anticorpo só é detectado em uma minoria dos pacientes lúpicos, aproximadamente 25% a 30% (até um terço). Isso significa que a ausência do anti-Sm não exclui o diagnóstico de LES, mas a sua presença é um forte indicativo da doença.

É importante distinguir o anti-Sm de outros autoanticorpos do mesmo painel. O anti-RNP, por exemplo, frequentemente aparece junto com o anti-Sm, mas não é específico do LES, podendo estar presente em outras doenças reumáticas, como a doença mista do tecido conjuntivo. Já o anti-dsDNA (anti-DNA nativo) também é altamente específico do LES e, além disso, está associado à nefrite lúpica, sendo útil no monitoramento da atividade da doença. O FAN, por sua vez, é o exame de triagem inicial, com alta sensibilidade, mas baixa especificidade, podendo ser positivo em outras condições e até em indivíduos saudáveis.

A pegadinha que a banca explora neste tema é justamente a inversão dos conceitos de sensibilidade e especificidade. O candidato pode ser levado a pensar que, por ser um marcador específico, o anti-Sm estaria presente na maioria dos pacientes. No entanto, a realidade é oposta: a especificidade se refere à capacidade de confirmar a doença quando o teste é positivo, enquanto a sensibilidade se refere à capacidade de detectar a doença quando ela está presente. O anti-Sm tem alta especificidade e baixa sensibilidade, o que significa que ele é encontrado em poucos pacientes, mas, quando encontrado, é quase diagnóstico.

Guarde esta distinção entre especificidade e sensibilidade: é exatamente nela que a questão se apoia. A afirmativa acerta ao dizer que o anti-Sm é específico (alta especificidade) e que é encontrado em apenas cerca de 25% dos casos (baixa sensibilidade).

1Especificidade
Alta (confirma diagnóstico)
2Sensibilidade
Baixa (~25-30%)
3Comparação com outros
FAN: alta sensibilidade
Anti-dsDNA: nefrite lúpica
Anti-RNP: doença mista
Anti-Sm no LES
LEVELsoulevel.com.br
Anti-Sm no LES: Especificidade (Alta (confirma diagnóstico)); Sensibilidade (Baixa (~25-30%)); Comparação com outros (FAN: alta sensibilidade, Anti-dsDNA: nefrite lúpica, Anti-RNP: doença mista)

Item — ✅ CERTO

A afirmativa está correta por dois motivos que se complementam:

  1. Especificidade: os anticorpos anti-Sm são, de fato, altamente específicos para o LES. Conforme o material de apoio, eles são descritos como "altamente específicos de LES", sendo um dos marcadores sorológicos mais confiáveis para confirmar o diagnóstico quando presentes.

  1. Prevalência: a afirmativa também acerta ao quantificar a presença do anti-Sm em cerca de 25% dos casos (até um terço dos afetados). Essa é a prevalência clássica descrita na literatura reumatológica para esse autoanticorpo. O anti-Sm é um marcador de alta especificidade, mas de baixa sensibilidade, ou seja, está presente em uma minoria dos pacientes lúpicos.

A combinação dessas duas características — alta especificidade e baixa sensibilidade — é exatamente o que a afirmativa descreve, tornando-a correta.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se da relação entre especificidade e sensibilidade dos principais autoanticorpos do LES:

Autoanticorpo

Especificidade

Sensibilidade

Associação clínica

FAN

Baixa

Alta (>95%)

Triagem inicial

Anti-dsDNA

Alta

Moderada (~50-70%)

Nefrite lúpica, atividade

Anti-Sm

Alta

Baixa (~25-30%)

Diagnóstico, alta especificidade

Anti-RNP

Baixa

Moderada

Doença mista do tecido conjuntivo

Anti-Ro/SSA

Moderada

Moderada

Lúpus cutâneo subagudo, lúpus neonatal

Anti-La/SSB

Moderada

Baixa

Síndrome de Sjögren, lúpus neonatal

Gabarito: CERTO.

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