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Questão de Medicina — Epidemiologia — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaEpidemiologia
Código
ce181815
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico - Especialidade: Clínico Geral
No estado do Espírito Santo, que possui aproximadamente 4 milhões de habitantes, o número de casos de dengue foi de 148.000 entre as semanas epidemiológicas 1 (1.o/1/2023 a 7/1/2023) e 25 (18/6/2023 a 24/6/2023); nesse período, foram confirmados 70 óbitos causados por dengue.Com relação aos dados apresentados, bem como a aspectos pertinentes a emergências médicas e a fundamentos de epidemiologia e doenças de notificação compulsória, julgue o item subsequente.Paciente com diagnóstico de dengue, apresentando febre, dor no corpo e em região posterior dos olhos, com sangramento gengival evidente, deve ser considerado como paciente do grupo de risco B.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação de risco na dengue: grupos A, B, C e D

Gabarito: ERRADO. O paciente descrito — febre, dor no corpo, dor retro-orbitária e sangramento gengival evidente — não se enquadra no grupo B, mas sim no grupo C, pois a presença de sangramento espontâneo (gengival) é um sinal de alarme que o classifica como caso de maior gravidade, exigindo conduta diferenciada (internação e acompanhamento laboratorial). A classificação de risco da dengue, preconizada pelo Ministério da Saúde, divide os pacientes em quatro grupos (A, B, C e D) com base na presença de sinais de alarme, comorbidades, condições clínicas especiais e gravidade.

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, que pode apresentar amplo espectro clínico, variando desde formas oligossintomáticas até quadros graves, com risco de óbito. A classificação de risco é uma ferramenta essencial para a triagem e o manejo adequado dos pacientes, permitindo identificar aqueles que necessitam de maior vigilância e intervenção precoce. O reconhecimento dos sinais de alarme é fundamental, pois eles advertem sobre o extravasamento de plasma e/ou hemorragias, que podem levar ao choque grave e ao óbito.

Os sinais de alarme da dengue incluem: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), hipotensão postural e/ou lipotimia, letargia e/ou irritabilidade, aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) e sangramento de mucosa. A presença de qualquer um desses sinais classifica o paciente no grupo C, que requer internação hospitalar para monitoramento e tratamento. O sangramento gengival evidente é um sangramento de mucosa, portanto, um sinal de alarme.

O grupo B, por sua vez, é composto por pacientes com sinais de alarme ausentes, mas que apresentam condições clínicas especiais (como gestantes, lactentes, idosos, hipertensos, diabéticos, entre outros) ou risco social. Esses pacientes necessitam de acompanhamento ambulatorial com reavaliação clínica e laboratorial, mas não de internação imediata. O grupo A é formado por pacientes sem sinais de alarme e sem condições especiais, que recebem tratamento ambulatorial com orientações de hidratação e sinais de alarme. O grupo D é o mais grave, com presença de sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos, exigindo internação em unidade de terapia intensiva.

A pegadinha da questão está em associar o sangramento gengival a uma manifestação comum da fase febril, quando, na verdade, ele é um sinal de alarme que muda a classificação de risco. O candidato que não conhece os critérios de classificação pode facilmente confundir o grupo B com o grupo C, subestimando a gravidade do caso. É crucial memorizar os sinais de alarme e as condições que definem cada grupo para responder corretamente a questões como esta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que o sangramento gengival é uma manifestação comum da dengue, sem gravidade, e que o paciente se enquadra no grupo B. No entanto, o sangramento de mucosa é um sinal de alarme, que classifica o paciente no grupo C, exigindo internação. A confusão entre os grupos B e C é a armadilha central desta questão.

Grupo de Risco

Sinais de Alarme

Condições Clínicas Especiais / Risco Social

Conduta

A

Ausentes

Ausentes

Ambulatorial (hidratação e orientação)

B

Ausentes

Presentes (ex.: gestantes, idosos, hipertensos, diabéticos)

Ambulatorial com reavaliação clínica e laboratorial

C

Presentes (ex.: sangramento de mucosa, dor abdominal intensa, vômitos persistentes)

Internação hospitalar para monitoramento

D

Presentes (choque, sangramento grave, disfunção grave de órgãos)

UTI (internação em terapia intensiva)

1Grupo A
Sem sinais de alarme
Sem condições especiais
Tratamento ambulatorial
2Grupo B
Sem sinais de alarme
Com condições especiais
Acompanhamento ambulatorial
3Grupo C
Sinais de alarme
Internação hospitalar
4Grupo D
Choque ou sangramento grave
UTI
Classificação de risco na dengue
LEVELsoulevel.com.br
Classificação de risco na dengue: Grupo A (Sem sinais de alarme, Sem condições especiais, Tratamento ambulatorial); Grupo B (Sem sinais de alarme, Com condições especiais, Acompanhamento ambulatorial); Grupo C (Sinais de alarme, Internação hospitalar); Grupo D (Choque ou sangramento grave, UTI)

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está incorreta. O paciente com dengue que apresenta febre, dor no corpo, dor retro-orbitária e sangramento gengival evidente deve ser classificado no grupo C, pois o sangramento de mucosa é um sinal de alarme. O grupo B é reservado para pacientes sem sinais de alarme, mas com condições clínicas especiais ou risco social. A presença de sangramento espontâneo indica maior gravidade e necessidade de internação para monitoramento e tratamento, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.

Gabarito: ERRADO

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