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Questão de Medicina — Geriatria — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaGeriatria
Código
ce183266
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Camaçari - BA
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico - Especialidade: Geriatra
Idosos que consomem três ou mais medicamentos diários têm quatro vezes mais chances de terem osteoporose em comparação aos que não consomem. Considerando os quadros de osteoporose em idosos, assinale a opção correta.
  1. AA prevalência de osteoporose em pessoas do sexo masculino é maior que nas do sexo feminino.
  2. BOs exercícios físicos sem impacto, como atividades na água, são considerados padrão-ouro para tratamento da osteoporose em idosos.
  3. CA avaliação do tratamento da osteoporose deve ser feita com novo exame de densitometria óssea após um ano do início do tratamento.
  4. DO diagnóstico de osteoporose pode ser confirmado por exame de cintilografia óssea que evidencie áreas de captação aumentadas na bacia.
  5. EOs esteroides anabolizantes são medicamentos de primeira linha a serem usados para tratamento da osteoporose, devido à supressão dos osteoclastos.
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GabaritoC — A avaliação do tratamento da osteoporose deve ser feita com novo exame de densitometria óssea após um ano do início do tratamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoporose em idosos: diagnóstico e monitoramento

Gabarito: letra C. A avaliação do tratamento da osteoporose deve ser feita com novo exame de densitometria óssea após um ano do início do tratamento, conforme preconizado nos protocolos clínicos de monitoramento da doença. As demais alternativas apresentam erros conceituais importantes: a prevalência é maior em mulheres, exercícios sem impacto não são padrão-ouro, cintilografia não é método diagnóstico e esteroides anabolizantes não são primeira linha.

A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela redução da densidade mineral óssea (DMO) e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade e do risco de fraturas. É uma condição extremamente prevalente em idosos, sendo mais comum em mulheres, especialmente após a menopausa, devido à deficiência estrogênica que acelera a perda óssea. O diagnóstico é estabelecido principalmente pela densitometria óssea (DXA), que mede a DMO em sítios como coluna lombar, colo do fêmur e terço médio do rádio, utilizando o escore T para classificar o paciente em normal, osteopenia ou osteoporose.

O monitoramento do tratamento é parte essencial do manejo da doença. Após o início da terapia medicamentosa, recomenda-se a repetição da densitometria óssea em intervalos regulares para avaliar a resposta ao tratamento. A frequência preconizada é de 1 a 2 anos, sendo que a avaliação inicial após um ano é o padrão mais comumente citado nos protocolos. O objetivo é verificar se a DMO está estável ou aumentando, o que indica eficácia terapêutica, ou se há perda óssea progressiva, o que pode sugerir falha terapêutica ou má adesão.

É importante destacar que o tratamento da osteoporose envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas incluem adequada ingestão de cálcio e vitamina D, exercícios físicos regulares com carga e impacto, exposição solar, cessação do tabagismo e prevenção de quedas. Os medicamentos de primeira linha são os bifosfonatos, que atuam inibindo a atividade dos osteoclastos, reduzindo a reabsorção óssea. Outras opções incluem denosumabe, teriparatida, raloxifeno e terapia hormonal, dependendo do perfil do paciente e da avaliação de risco.

A banca explora neste tema a confusão entre métodos diagnósticos, prevalência por sexo, tipos de exercício e classes de medicamentos. O candidato precisa dominar o fluxo diagnóstico e terapêutico da osteoporose para identificar corretamente a alternativa que reflete a prática clínica baseada em evidências. A pegadinha central está em reconhecer que a densitometria óssea é o exame padrão-ouro tanto para diagnóstico quanto para monitoramento, e que o intervalo de repetição após início do tratamento é de aproximadamente um ano.

Osteoporose em idosos
  • 1Epidemiologia
    • Mais comum em mulheres
    • Pós-menopausa (deficiência estrogênica)
  • 2Diagnóstico
    • Densitometria óssea (DXA)
    • Escore T (normal/osteopenia/osteoporose)
  • 3Monitoramento
    • Repetir DXA após 1 ano do início do tratamento
  • 4Tratamento
    • 1ª linha: bifosfonatos (inibem osteoclastos)
    • Outros: denosumabe, teriparatida, raloxifeno
    • Não farmacológico
      • cálcio, vitamina D, exercícios com carga
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A prevalência de osteoporose é significativamente maior em mulheres do que em homens. Isso ocorre porque as mulheres apresentam menor pico de massa óssea, perda óssea acelerada após a menopausa devido à queda do estrogênio, e maior expectativa de vida. Estima-se que cerca de 80% dos casos de osteoporose ocorram em mulheres. A alternativa inverte essa realidade epidemiológica, afirmando que a prevalência é maior no sexo masculino, o que contraria os dados da literatura.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Os exercícios físicos sem impacto, como atividades na água, não são considerados padrão-ouro para o tratamento da osteoporose. Embora sejam benéficos para melhora do condicionamento cardiovascular e prevenção de quedas, o estímulo mecânico necessário para promover ganho de massa óssea é obtido com exercícios de impacto e de resistência com carga. O padrão-ouro do tratamento envolve a combinação de farmacoterapia com bifosfonatos e exercícios com carga, além de adequada suplementação de cálcio e vitamina D.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A avaliação do tratamento da osteoporose deve ser feita com novo exame de densitometria óssea após um ano do início do tratamento. Essa é a recomendação dos principais protocolos clínicos, que orientam a repetição do exame em intervalos de 1 a 2 anos para monitorar a resposta terapêutica. A densitometria óssea é o método padrão-ouro para avaliar a DMO e verificar se o tratamento está sendo eficaz, seja mantendo a massa óssea estável ou aumentando-a.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A cintilografia óssea não é o exame utilizado para confirmar o diagnóstico de osteoporose. Ela é um método de medicina nuclear que avalia áreas de aumento de captação do radiofármaco, sendo útil para detectar fraturas, infecções ósseas, tumores ou doenças metabólicas como a doença de Paget. O diagnóstico de osteoporose é feito pela densitometria óssea, que mede a DMO e classifica o paciente pelo escore T. A cintilografia não tem papel no diagnóstico da osteoporose, pois não quantifica a densidade mineral óssea.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os esteroides anabolizantes não são medicamentos de primeira linha para o tratamento da osteoporose. A primeira linha de tratamento é composta pelos bifosfonatos, como alendronato, risedronato e ácido zoledrônico, que atuam inibindo a reabsorção óssea pelos osteoclastos. Os esteroides anabolizantes não são utilizados rotineiramente devido aos seus efeitos androgênicos adversos e à falta de evidências robustas de redução de fraturas. Além disso, a afirmação de que eles suprimem os osteoclastos está incorreta, pois essa é a ação dos bifosfonatos.

Gabarito: letra C

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