Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Encefalite por HSV: achados eletroencefalográficos
Gabarito: letra B. Na encefalite por herpes simples (HSV), o eletroencefalograma (EEG) caracteristicamente mostra descargas epileptiformes lateralizadas periódicas (PLEDs), com foco no lobo temporal, em mais de 80% dos casos. As demais alternativas descrevem padrões associados a outras condições, como crises occipitais (epilepsia occipital), ondas trifásicas (encefalopatias tóxico-metabólicas), pontas de 14 e 6 Hz (padrão benigno) e complexos ponta-onda de 3 Hz (crise de ausência).
A encefalite herpética é uma emergência neurológica causada pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), que tem predileção pelo lobo temporal. O diagnóstico é clínico, mas confirmado por exames complementares: a reação em cadeia da polimerase (PCR) no líquido cefalorraquidiano (LCR) é o padrão-ouro, e a ressonância magnética (RM) mostra edema e hemorragia nos lobos temporais. O EEG, embora não seja específico para o patógeno, é útil para avaliar o grau de disfunção cerebral, detectar atividade convulsiva subclínica e localizar a área envolvida.
O achado clássico no EEG é a presença de descargas epileptiformes lateralizadas periódicas (PLEDs), que são complexos de pontas ou ondas agudas que ocorrem de forma periódica e repetitiva, restritos a um hemisfério cerebral, geralmente na região temporal. Essas descargas refletem uma lesão estrutural aguda, como a encefalite herpética, e estão associadas a um risco aumentado de crises epilépticas. A presença de PLEDs em um paciente com quadro febril, alteração do nível de consciência e crises convulsivas é um forte indício de encefalite por HSV.
É importante distinguir os padrões de EEG que aparecem nas alternativas, pois cada um está associado a uma condição clínica diferente. A tabela abaixo resume os principais padrões e suas associações:
Padrão de EEG
Condição associada
PLEDs (descargas lateralizadas periódicas)
Encefalite por HSV, AVC, lesão estrutural aguda
Ondas trifásicas
Encefalopatia hepática, urêmica, intoxicação por lítio
Pontas de 14 e 6 Hz
Padrão benigno, mais comum em adolescentes
Complexos ponta-onda de 3 Hz
Crise de ausência (epilepsia generalizada)
Crises occipitais
Epilepsia occipital, não é específico de encefalite por HSV
A banca explora a confusão entre os diferentes padrões de EEG, que são bem característicos de outras condições. O candidato que decora apenas o nome "PLEDs" pode acertar, mas quem entende a fisiopatologia da encefalite herpética e a correlação com o EEG tem mais segurança. A pegadinha está em associar ondas trifásicas (típicas de encefalopatia metabólica) ou complexos de 3 Hz (típicos de ausência) à encefalite por HSV, quando o padrão correto é o PLEDs.
Padrões de EEG: PLEDs (Encefalite por HSV, AVC, Lesão estrutural aguda); Ondas trifásicas (Encefalopatia hepática, Uremia, Intoxicação por lítio); Pontas 14 e 6 Hz (Padrão benigno, Adolescentes); Complexos ponta-onda 3 Hz (Crise de ausência)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Crises occipitais são um tipo de crise focal que se origina no lobo occipital, podendo causar sintomas visuais. Embora possam ocorrer em diversas encefalites, não são um achado característico da encefalite por HSV, que tem predileção pelo lobo temporal. O padrão típico é o PLEDs temporal, não crises occipitais.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As descargas epileptiformes lateralizadas periódicas (PLEDs) são o achado clássico no EEG de pacientes com encefalite por HSV. Elas ocorrem em mais de 80% dos casos, com foco no lobo temporal, refletindo a lesão encefálica aguda e o risco aumentado de crises. Este é o padrão que sustenta o diagnóstico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Ondas trifásicas são classicamente associadas a encefalopatias tóxico-metabólicas, como encefalopatia hepática, uremia e intoxicação por lítio. Não são um achado característico da encefalite por HSV, que apresenta PLEDs. A banca troca o padrão de encefalopatia metabólica pelo de encefalite viral.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Pontas de 14 e 6 Hz são um padrão benigno, mais comum em adolescentes, e não têm correlação com encefalite por HSV. São consideradas uma variante da normalidade e não indicam lesão estrutural ou atividade epileptiforme relevante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Complexos ponta-onda de 3 Hz são o padrão típico da crise de ausência, uma epilepsia generalizada idiopática. Não estão associados à encefalite por HSV, que cursa com PLEDs focais no lobo temporal. A banca troca o padrão de ausência pelo de encefalite herpética.