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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
ce186212
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Ramo: Clínica Médica)
Um paciente de 59 anos de idade, assintomático, portador de hipertensão arterial, compareceu à emergência preocupado com a elevação da pressão arterial após discussão familiar. Ele usava regularmente lisinopril, felodipino e indapamida nas doses máximas preconizadas. Ao exame físico, apresentava pressão arterial de 188 mmHg x 124 mmHg. Não foram constatadas outras alterações significativas ao exame clínico e aos exames complementares de rotina.Considerando esse caso clínico e os múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir.Para o referido paciente, recomenda-se o uso de captopril por via oral com o objetivo de reduzir a pressão arterial média entre 25% a 30%.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crise hipertensiva: urgência hipertensiva e o uso de captopril

Gabarito: ERRADO. A recomendação de reduzir a pressão arterial média (PAM) entre 25% a 30% com captopril por via oral não se aplica a este paciente, que se apresenta com urgência hipertensiva assintomática. Nesse cenário, a conduta recomendada é a redução gradual da PA em 24 a 48 horas, e não uma redução percentual fixa e agressiva da PAM. O alvo de redução de 25% a 30% da PAM é uma meta utilizada em emergências hipertensivas, como na dissecção aguda de aorta, e não em urgências hipertensivas.

O caso descreve um paciente com PA de 188 x 124 mmHg, assintomático, em uso regular de três anti-hipertensivos em doses máximas (lisinopril, felodipino e indapamida). A ausência de sintomas e de lesão aguda de órgão-alvo caracteriza uma urgência hipertensiva (UH), e não uma emergência hipertensiva (EH). A distinção é fundamental para a conduta: na UH, não há indicação de redução rápida e agressiva da PA, pois isso pode causar hipoperfusão cerebral, cardíaca e renal, levando a eventos isquêmicos. A recomendação é a redução gradual da PA, geralmente com anti-hipertensivos orais, em um período de 24 a 48 horas, podendo ser estendido para alguns dias, especialmente em idosos.

O captopril por via oral é uma opção válida no manejo da urgência hipertensiva, especialmente em pacientes sem diagnóstico prévio de HAS ou como estratégia inicial. No entanto, a meta de redução não é definida por um percentual fixo da PAM, mas sim por uma redução gradual e segura, com alvo de PA < 160/95 mmHg em até 48 horas. A redução de 25% a 30% da PAM é uma meta agressiva, reservada para situações de emergência hipertensiva com lesão de órgão-alvo, como dissecção aguda de aorta, onde se busca redução rápida e controlada da PA. Neste caso, o paciente está assintomático e sem lesão de órgão-alvo, portanto, a conduta correta é a redução gradual, não a redução percentual fixa e agressiva.

A pegadinha da questão está em associar o uso de captopril por via oral (que é uma conduta correta na UH) com uma meta de redução percentual da PAM (que é uma conduta de EH). O candidato pode ser levado a marcar "Certo" por reconhecer o captopril como uma opção válida, mas a meta de redução de 25% a 30% da PAM é o erro central da afirmativa. A redução da PA deve ser gradual e individualizada, com monitorização clínica, e não baseada em um percentual fixo e agressivo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura dois conceitos: o uso de captopril por via oral (correto na urgência hipertensiva) com a meta de redução de 25% a 30% da PAM (típica de emergência hipertensiva, como dissecção de aorta). O candidato que reconhece o captopril como opção válida pode marcar "Certo", mas a meta percentual é o erro. Na urgência hipertensiva, a redução deve ser gradual, em 24 a 48 horas, com alvo de PA < 160/95 mmHg, e não uma redução percentual fixa e agressiva.

Item — ❌ Errado

A afirmativa está errada porque a meta de redução da PAM entre 25% a 30% não é recomendada para urgência hipertensiva assintomática. O paciente apresenta PA de 188 x 124 mmHg, mas está assintomático e sem lesão aguda de órgão-alvo, caracterizando uma urgência hipertensiva. Nesse cenário, a conduta é a redução gradual da PA em 24 a 48 horas, com anti-hipertensivos orais, e não uma redução percentual fixa e agressiva. A redução de 25% a 30% da PAM é uma meta utilizada em emergências hipertensivas, como na dissecção aguda de aorta, onde há lesão de órgão-alvo e necessidade de redução rápida e controlada da PA. Portanto, a recomendação de usar captopril por via oral com o objetivo de reduzir a PAM entre 25% a 30% está incorreta para este paciente.

Gabarito: ERRADO

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