Julgue o item que se segue, com relação à infecção pelo vírus herpes simples (HSV).O esfregaço de Tzanck positivo demonstra o efeito citopático característico dos herpesvírus e é um teste com alta sensibilidade e alta especificidade.
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Diagnóstico laboratorial do herpes simples: o teste de Tzanck
Gabarito: ERRADO. O esfregaço de Tzanck positivo demonstra o efeito citopático característico dos herpesvírus, mas não é um teste com alta sensibilidade e alta especificidade — na verdade, apresenta baixa sensibilidade e especificidade, sendo insuficiente para confirmar o diagnóstico de infecção pelo HSV. A fonte que sustenta essa afirmação é o conteúdo de apoio sobre herpes genital, que trata diretamente da detecção citológica.
O teste de Tzanck é um exame citológico realizado a partir da raspagem da base de uma lesão vesicular, corado e examinado ao microscópio. Sua utilidade reside na identificação de células gigantes multinucleadas e inclusões intranucleares, que são o efeito citopático típico dos herpesvírus (HSV-1, HSV-2 e varicela-zóster). No entanto, esse achado não é específico do HSV — também ocorre na infecção pelo vírus varicela-zóster — e a sensibilidade do método é baixa, especialmente quando as lesões já estão em regressão ou quando a coleta não é adequada.
A literatura médica é clara ao afirmar que a detecção citológica das mudanças celulares tem baixas especificidade e sensibilidade, tanto nas lesões genitais (preparado de Tzanck) quanto no raspado cervical. Por isso, o diagnóstico de HSV não deve ser baseado nesses resultados. O padrão-ouro para o diagnóstico etiológico é o isolamento do vírus em cultura de células, embora sua sensibilidade também caia com a regressão das lesões. Atualmente, a PCR (reação em cadeia da polimerase) é o método mais sensível e específico, sendo preferida na prática clínica.
A confusão que a banca explora aqui é atribuir ao teste de Tzanck características de alta acurácia que ele não possui. O aluno pode ser levado a pensar que, por demonstrar o efeito citopático, o teste seria confiável. No entanto, a baixa sensibilidade (muitos falso-negativos, principalmente em lesões tardias) e a baixa especificidade (não distingue HSV de varicela-zóster, por exemplo) tornam o teste inadequado como método diagnóstico definitivo. É exatamente essa distinção entre "demonstrar o efeito citopático" e "ter alta sensibilidade e especificidade" que decide a questão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a função do teste pela sua acurácia. O esfregaço de Tzanck demonstra o efeito citopático (isso é verdade), mas a afirmativa erra ao classificá-lo como de alta sensibilidade e alta especificidade — a literatura afirma o oposto: baixas sensibilidade e especificidade. O candidato que conhece apenas a utilidade do exame, sem saber suas limitações, tende a marcar "certo".
Teste de Tzanck: O que demonstra (Efeito citopático dos herpesvírus, Células gigantes multinucleadas, Inclusões intranucleares); Acurácia (Baixa sensibilidade, Baixa especificidade); Limitações (Não distingue HSV de varicela-zóster, Falso-negativos em lesões tardias); Diagnóstico definitivo (Cultura viral, PCR (mais sensível e específico))
Item — ❌ Errado
A afirmativa está errada porque, embora o esfregaço de Tzanck positivo demonstre o efeito citopático característico dos herpesvírus (células gigantes multinucleadas), ele não é um teste com alta sensibilidade e alta especificidade. O conteúdo de apoio sobre herpes genital afirma textualmente que "a detecção citológica das mudanças celulares tem baixas especificidade e sensibilidade, tanto nas lesões genitais (preparado de Tzanck) como no raspado cervical e, por isso, o diagnóstico de HSV não deve ser baseado nesses resultados". Ou seja, o teste tem baixa acurácia e não deve ser usado como critério diagnóstico isolado. O diagnóstico definitivo requer métodos mais sensíveis e específicos, como a cultura viral ou a PCR.