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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
ce186222
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Ramo: Clínica Médica)
No que concerne ao uso de profilaxia pré-exposição ao vírus (PrEP), julgue o próximo item.O tempo mínimo recomendado de uso de tenofovir/entricitabina como profilaxia pré-exposição ao HIV para evitar a transmissão via vaginal é de 30 dias.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP): tempo para proteção

Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque o tempo mínimo recomendado de uso de tenofovir/entricitabina (TDF/FTC) como PrEP para proteção em relações sexuais vaginais é de 20 dias, e não 30 dias. Essa orientação consta nos protocolos clínicos do Ministério da Saúde, que distinguem o tempo necessário para alcançar a eficácia protetora conforme a via de exposição: 7 dias para relações anais e 20 dias para relações vaginais.

A PrEP (profilaxia pré-exposição) é uma estratégia de prevenção combinada ao HIV, na qual uma pessoa HIV-negativa, com risco aumentado de infecção, utiliza antirretrovirais diariamente para reduzir drasticamente a chance de adquirir o vírus. O esquema padrão no Brasil é a combinação de tenofovir (TDF) 300 mg com entricitabina (FTC) 200 mg, em comprimido único diário. O conceito central é que a medicação precisa atingir concentrações teciduais adequadas no local da exposição para ser eficaz — e esse tempo de "carga" do medicamento varia conforme o tipo de mucosa envolvida.

A lógica por trás da diferença de tempo é farmacocinética e fisiológica. A mucosa retal é mais fina e vascularizada, o que permite que o TDF/FTC atinja níveis protetores mais rapidamente — por isso, 7 dias são suficientes para relações anais. Já a mucosa vaginal é mais espessa, com menor permeabilidade ao tenofovir, exigindo um período maior de uso contínuo para que as concentrações nos tecidos vaginais alcancem o nível necessário de proteção — daí os 20 dias recomendados. Esse é um ponto que a banca explora: o candidato que memoriza apenas o número "7 dias" pode ser induzido a erro, mas a questão inverte o raciocínio ao afirmar 30 dias para via vaginal.

Na prática clínica, o profissional deve orientar o usuário de PrEP sobre esse intervalo de proteção e reforçar o uso de preservativo durante o período inicial. Por exemplo, uma mulher que inicia a PrEP hoje e tem relação vaginal desprotegida daqui a 15 dias ainda não está totalmente protegida — a proteção plena para via vaginal só se estabelece a partir do 20º dia de uso contínuo. Para via anal, a proteção já estaria garantida após 7 dias. Essa distinção é essencial para o manejo correto e para a adesão informada do paciente.

A pegadinha desta questão está na troca do número: a banca substitui o valor correto (20 dias) por um valor próximo (30 dias), explorando a confusão com outros prazos do contexto de prevenção ao HIV, como os 28 dias de duração da PEP (profilaxia pós-exposição). É fundamental que o aluno grave o par correto: 7 dias para via anal, 20 dias para via vaginal — e não confunda com o esquema da PEP, que é sempre de 28 dias, independentemente da via de exposição.

Guarde essa fronteira entre os prazos da PrEP e da PEP: é exatamente nela que a alternativa se divide. A questão afirma 30 dias para via vaginal; o correto é 20 dias. Portanto, o item está errado.

1Via anal
7 dias para proteção
2Via vaginal
20 dias para proteção
3PEP (pós-exposição)
28 dias de duração
PrEP (TDF/FTC)
LEVELsoulevel.com.br
PrEP (TDF/FTC): Via anal (7 dias para proteção); Via vaginal (20 dias para proteção); PEP (pós-exposição) (28 dias de duração)

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está incorreta porque o tempo mínimo de uso de TDF/FTC como PrEP para proteção em relações vaginais é de 20 dias, e não 30 dias. O valor de 30 dias não corresponde a nenhuma recomendação oficial para a PrEP oral — é um distrator numérico. O protocolo do Ministério da Saúde estabelece que são necessários 7 dias de PrEP para alcançar a eficácia na profilaxia em relações anais e 20 dias em relações vaginais. A banca trocou o número correto (20) por um valor próximo (30), provavelmente para confundir com o prazo de 28 dias da PEP, que é uma profilaxia diferente.

NÃO CAIA NESSA!

Para não errar em prova, memorize o par de prazos da PrEP: 7 dias (via anal) e 20 dias (via vaginal). E não confunda com a PEP, que tem duração fixa de 28 dias para qualquer via de exposição. Uma tabela mental rápida ajuda:

Profilaxia

Via de exposição

Tempo para proteção / duração

PrEP

Anal

7 dias

PrEP

Vaginal

20 dias

PEP

Qualquer

28 dias (duração do esquema)

Gabarito: ERRADO.

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