Um paciente do sexo masculino compareceu ao atendimento médico relatando a presença de uma pequena ferida, única, na região peniana. Ele informou que a ferida não causava dor, não coçava, não ardia, e não produzia pus. Também relatou que, após 15 dias do surgimento dessa ferida, surgiram “caroços na região das virilhas”. Em seu prontuário, consta que o paciente já teve quadro alérgico significativo quando precisou tomar benzetacil. Com base no caso clínico apresentado, julgue o item a seguir. O diagnóstico provável é de sífilis, que é uma doença infecciosa sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum.
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GabaritoC — Certo
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Sífilis: diagnóstico clínico e agente etiológico
Gabarito: CERTO. O quadro descrito — úlcera genital única, indolor, de fundo limpo, seguida de linfadenopatia regional ("caroços na virilha") após cerca de 15 dias — é a apresentação clássica da sífilis primária, doença infecciosa sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. A afirmativa está correta tanto no diagnóstico provável quanto na etiologia e na via de transmissão.
A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, exclusiva do ser humano, causada pelo Treponema pallidum, uma espiroqueta fina e espiralada. A transmissão ocorre predominantemente por via sexual e vertical. A doença evolui em estágios: primário, secundário, latente e terciário. No estágio primário, após um período de incubação de 10 a 90 dias (média de três semanas), surge a lesão característica: uma úlcera geralmente única, indolor, com base endurecida (cancro duro) e fundo limpo, rica em treponemas, no local de entrada da bactéria. A linfadenopatia regional, que o paciente relatou como "caroços na virilha", é uma manifestação esperada nessa fase, pois o microrganismo infecta os linfonodos locais antes da disseminação sistêmica.
O diagnóstico é fundamentalmente clínico-epidemiológico, complementado por testes laboratoriais (treponêmicos e não treponêmicos). No caso apresentado, a história de alergia à penicilina benzatina ("benzetacil") é um dado relevante para a escolha terapêutica, mas não altera o diagnóstico. O tratamento de primeira linha para sífilis é a penicilina G benzatina; em caso de alergia, outras opções são consideradas, como a doxiciclina.
A banca explora aqui a associação direta entre o quadro clínico típico e o agente etiológico. A pegadinha seria confundir a úlcera indolor da sífilis com outras causas de úlcera genital, como o herpes (lesões dolorosas, múltiplas, vesiculosas) ou o cancroide (úlcera dolorosa, de bordas irregulares). A ausência de dor, prurido e secreção purulenta, somada à linfadenopatia, aponta fortemente para a sífilis primária.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato com outras IST que causam úlcera genital. O herpes genital cursa com lesões vesiculosas dolorosas e múltiplas; o cancroide (causado por Haemophilus ducreyi) produz úlcera dolorosa e de bordas irregulares. A úlcera única, indolor e de fundo limpo é o marco da sífilis primária — guarde essa tríade.
Sífilis primária
1Lesão típica (cancro duro)
Úlcera única
Indolor
Fundo limpo
Sem prurido/pus
2Linfadenopatia regional
Após ~15 dias
"Caroços na virilha"
3Agente etiológico
Treponema pallidum
Espiroqueta
4Transmissão
Sexual
Vertical
5Diagnóstico diferencial
Herpes genital (lesões dolorosas, múltiplas)
Cancroide (úlcera dolorosa, bordas irregulares)
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Item — ✅ CERTO
A afirmativa está correta. O caso clínico descreve a sífilis primária: úlcera genital única, indolor, sem prurido e sem secreção purulenta, seguida de linfadenopatia regional. O agente etiológico é a bactéria Treponema pallidum, uma espiroqueta, e a transmissão é predominantemente sexual, caracterizando-a como uma infecção sexualmente transmissível (IST).