Com relação a doenças reumatológicas, julgue o item subsequente.Embora específico para lúpus eritematoso sistêmico (LES), o anticorpo anti-SM é encontrado em uma minoria dos pacientes com a doença, estando presente sobretudo em pessoas negras e asiáticas.
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Lúpus Eritematoso Sistêmico: anticorpo anti-Sm
✅ CERTO. O anticorpo anti-Sm é altamente específico para lúpus eritematoso sistêmico (LES), porém está presente em apenas cerca de 10% a 30% dos pacientes — ou seja, em uma minoria — e sua prevalência é maior em pessoas negras e asiáticas, exatamente como afirma o item. Essa é uma das características clássicas do anti-Sm, amplamente descrita na literatura reumatológica.
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune multissistêmica crônica, caracterizada pela produção de autoanticorpos e pela deposição de imunocomplexos, que podem levar à inflamação de diversos órgãos. O diagnóstico é eminentemente clínico-laboratorial, e os autoanticorpos desempenham papel central tanto na confirmação diagnóstica quanto na monitorização da doença. Entre eles, o anticorpo anti-Sm (anti-Smith) é um dos mais específicos para o LES, sendo um dos critérios imunológicos dos sistemas de classificação da doença, como os critérios do American College of Rheumatology (ACR) e os critérios SLICC.
A especificidade do anti-Sm é altíssima — quando presente, praticamente confirma o diagnóstico de LES. No entanto, sua sensibilidade é baixa: ele é encontrado em uma minoria dos pacientes, geralmente em torno de 10% a 30% dos casos. Essa é a razão pela qual, apesar de ser um marcador muito específico, sua ausência não exclui o diagnóstico. Além disso, estudos epidemiológicos demonstram que a positividade do anti-Sm é mais frequente em pacientes de etnias negra e asiática, em comparação com pacientes brancos. Essa associação étnica é um dado consolidado na literatura e frequentemente cobrado em provas de reumatologia.
É importante distinguir o anti-Sm de outros autoanticorpos do LES. O FAN (fator antinúcleo) é o teste de triagem, presente em mais de 95% dos pacientes, mas com baixa especificidade. O anti-DNA nativo (anti-dsDNA) é específico e associado à nefrite lúpica, com sensibilidade moderada. Já o anti-Sm é o mais específico, porém o menos sensível entre os principais marcadores. Essa relação inversa entre especificidade e sensibilidade é uma pegadinha clássica: a banca pode tentar confundir o candidato afirmando que o anti-Sm é encontrado na maioria dos pacientes, quando na verdade é encontrado em minoria.
A questão explora exatamente esse conhecimento: a especificidade do anti-Sm não implica alta prevalência. O item afirma que ele é específico, mas presente em minoria, e que predomina em negros e asiáticos — ambas as afirmações estão corretas. Portanto, o item está CERTO.
Item — ✅ CERTO
A afirmativa está correta. O anticorpo anti-Sm é um marcador altamente específico de LES, mas sua sensibilidade é baixa, sendo detectado em apenas uma minoria dos pacientes (cerca de 10% a 30%). Além disso, a literatura documenta maior prevalência do anti-Sm em pacientes de etnia negra e asiática. Esses dois fatos — especificidade alta com baixa sensibilidade e predomínio étnico — são exatamente o que o item descreve.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar: anti-Sm = específico, mas raro (minoria). Compare com o FAN, que é sensível (presente em >95%), mas inespecífico. E lembre: anti-Sm é mais comum em negros e asiáticos — associação étnica clássica.