Com relação a doenças reumatológicas, julgue o item subsequente.A síndrome CREST representa um subgrupo de portadores de esclerodermia (ES) que apresenta um conjunto de achados clínicos: calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofágica, esclerodactilia e telangectasias.
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Síndrome CREST e esclerose sistêmica
Gabarito: CERTO. A síndrome CREST é, de fato, um subgrupo da esclerose sistêmica (ES) caracterizado pela presença de calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofágica, esclerodactilia e telangiectasias — exatamente os cinco achados listados no enunciado. O acrônimo CREST corresponde às iniciais dessas manifestações em inglês: Calcinosis, Raynaud's phenomenon, Esophageal dysmotility, Sclerodactyly e Telangiectasias.
A esclerose sistêmica (ES), também chamada esclerodermia, é uma doença autoimune do tecido conjuntivo caracterizada por inflamação e fibrose de múltiplos órgãos. Historicamente, a ES é dividida em dois grandes subgrupos clínicos com base na extensão do comprometimento cutâneo: a forma cutânea limitada (EScl) e a forma cutânea difusa (EScd). A síndrome CREST é a apresentação clássica da forma cutânea limitada — o espessamento da pele se restringe à região distal dos membros (abaixo de cotovelos e joelhos) e à face, poupando tronco e raízes dos membros. Essa distinção é clinicamente relevante porque os dois subgrupos têm perfis de acometimento visceral e prognósticos diferentes: enquanto a forma difusa tende a desenvolver complicações precoces como crise renal e comprometimento cardíaco, a forma limitada (CREST) tem evolução mais indolente, mas pode cursar com hipertensão arterial pulmonar e doença pulmonar intersticial ao longo de décadas.
O reconhecimento da síndrome CREST como entidade distinta tem respaldo na Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10), que a codifica separadamente: M34.0 para esclerose sistêmica progressiva, M34.1 para síndrome CREST e M34.8 para outras formas de esclerose sistêmica. Essa codificação reforça que a CREST é um subgrupo reconhecido da ES, com características clínicas próprias.
A banca explora aqui um ponto de memorização direta: o candidato precisa conhecer o acrônimo CREST e saber que ele designa um subgrupo da esclerodermia. Não há pegadinha conceitual — a afirmativa reproduz fielmente a definição clássica. O erro mais comum seria confundir a síndrome CREST com outra doença do colágeno (como lúpus ou artrite reumatoide) ou esquecer um dos cinco componentes do acrônimo. Como o enunciado lista corretamente todos os cinco achados, a assertiva está correta.
Esclerose sistêmica (ES)
1Forma cutânea limitada
Síndrome CREST
Calcinose
Raynaud
Dismotilidade esofágica
Esclerodactilia
Telangiectasias
Pele: distal de membros e face
Evolução indolente
Risco: hipertensão arterial pulmonar
2Forma cutânea difusa
Pele: tronco e raízes
Complicações precoces
Crise renal
Comprometimento cardíaco
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PEGA ESSA DICA!
Para fixar o acrônimo CREST, lembre da ordem: Calcinose → Raynaud → Esofago (dismotilidade) → Sclerodactilia → Telangiectasias. Na prova, se a questão listar esses cinco achados associados à esclerodermia, a resposta é CREST. Se faltar um deles ou vier um termo trocado (ex.: "úlceras digitais" no lugar de telangiectasias), a assertiva estará errada.