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Questão de Medicina — Endocrinologia — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaEndocrinologia
Código
ce186231
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Ramo: Clínica Médica)
Acerca de doenças endócrinas, julgue o item subsecutivo.Em pacientes com hipotireoidismo crônico, observa-se aumento da resistência vascular periférica, que pode levar à hipertensão arterial, sobretudo diastólica.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipotireoidismo e hipertensão arterial: a associação cardiovascular

Gabarito: CERTO. No hipotireoidismo crônico, há aumento da resistência vascular periférica (RVP), que eleva a pressão arterial, predominantemente a diastólica — mecanismo fisiopatológico clássico e bem documentado na literatura endocrinológica. A afirmativa está correta.

O hipotireoidismo é uma síndrome decorrente da deficiência de hormônios tireoidianos (T3 e T4), que afeta múltiplos sistemas, incluindo o cardiovascular. No coração, os hormônios tireoidianos aumentam a frequência cardíaca e a contratilidade; na vasculatura, promovem vasodilatação. Quando há hipotireoidismo, ocorre o oposto: bradicardia, redução do débito cardíaco e vasoconstrição periférica. Essa vasoconstrição aumenta a resistência vascular periférica, elevando a pressão arterial, especialmente a diastólica, pois a resistência periférica é o principal determinante da pressão diastólica.

Além da hipertensão diastólica, o hipotireoidismo crônico cursa com redução do volume sanguíneo, disfunção endotelial e aumento da rigidez arterial, contribuindo para o risco cardiovascular. É importante distinguir o hipotireoidismo crônico do coma mixedematoso: neste, a apresentação cardiovascular é de bradicardia, baixo débito e hipotensão, não hipertensão. A hipertensão no hipotireoidismo é reversível com a reposição de levotiroxina, o que reforça o mecanismo causal.

A banca explora a associação entre hipotireoidismo e hipertensão, um tema que exige conhecimento de fisiopatologia endócrina e cardiovascular. O candidato deve lembrar que, apesar de o hipotireoidismo reduzir o débito cardíaco, a vasoconstrição periférica predomina e eleva a pressão diastólica. Essa é a pegadinha: muitos associam hipotireoidismo apenas a bradicardia e hipotensão, esquecendo o efeito sobre a resistência vascular.

  1. 1Deficiência de T3/T4
  2. 2Vasoconstrição periférica
  3. 3↑ RVP
  4. 4↑ PA diastólica
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ✅ CERTO

A afirmativa está correta. O hipotireoidismo crônico leva a aumento da resistência vascular periférica, que pode causar hipertensão arterial, sobretudo diastólica. Esse é um mecanismo fisiopatológico bem estabelecido: a deficiência de hormônios tireoidianos reduz a vasodilatação mediada por T3, aumentando a RVP. A hipertensão diastólica é consequência direta do aumento da resistência periférica, e não da pressão sistólica, que depende mais do débito cardíaco. O tratamento com levotiroxina tende a normalizar a pressão arterial, confirmando a relação causal.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre hipotireoidismo e sistema cardiovascular, lembre-se do par: hipotireoidismo crônico → RVP aumentada → hipertensão diastólica; coma mixedematoso → bradicardia, baixo débito, hipotensão. Essa distinção é clássica em provas de endocrinologia.

Gabarito: CERTO

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