Acerca de doenças endócrinas, julgue o item subsecutivo.Em pacientes com hipotireoidismo crônico, observa-se aumento da resistência vascular periférica, que pode levar à hipertensão arterial, sobretudo diastólica.
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Certo
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Hipotireoidismo e hipertensão arterial: a associação cardiovascular
Gabarito: CERTO. No hipotireoidismo crônico, há aumento da resistência vascular periférica (RVP), que eleva a pressão arterial, predominantemente a diastólica — mecanismo fisiopatológico clássico e bem documentado na literatura endocrinológica. A afirmativa está correta.
O hipotireoidismo é uma síndrome decorrente da deficiência de hormônios tireoidianos (T3 e T4), que afeta múltiplos sistemas, incluindo o cardiovascular. No coração, os hormônios tireoidianos aumentam a frequência cardíaca e a contratilidade; na vasculatura, promovem vasodilatação. Quando há hipotireoidismo, ocorre o oposto: bradicardia, redução do débito cardíaco e vasoconstrição periférica. Essa vasoconstrição aumenta a resistência vascular periférica, elevando a pressão arterial, especialmente a diastólica, pois a resistência periférica é o principal determinante da pressão diastólica.
Além da hipertensão diastólica, o hipotireoidismo crônico cursa com redução do volume sanguíneo, disfunção endotelial e aumento da rigidez arterial, contribuindo para o risco cardiovascular. É importante distinguir o hipotireoidismo crônico do coma mixedematoso: neste, a apresentação cardiovascular é de bradicardia, baixo débito e hipotensão, não hipertensão. A hipertensão no hipotireoidismo é reversível com a reposição de levotiroxina, o que reforça o mecanismo causal.
A banca explora a associação entre hipotireoidismo e hipertensão, um tema que exige conhecimento de fisiopatologia endócrina e cardiovascular. O candidato deve lembrar que, apesar de o hipotireoidismo reduzir o débito cardíaco, a vasoconstrição periférica predomina e eleva a pressão diastólica. Essa é a pegadinha: muitos associam hipotireoidismo apenas a bradicardia e hipotensão, esquecendo o efeito sobre a resistência vascular.
1Deficiência de T3/T4
2Vasoconstrição periférica
3↑ RVP
4↑ PA diastólica
LEVEL · soulevel.com.br
Item — ✅ CERTO
A afirmativa está correta. O hipotireoidismo crônico leva a aumento da resistência vascular periférica, que pode causar hipertensão arterial, sobretudo diastólica. Esse é um mecanismo fisiopatológico bem estabelecido: a deficiência de hormônios tireoidianos reduz a vasodilatação mediada por T3, aumentando a RVP. A hipertensão diastólica é consequência direta do aumento da resistência periférica, e não da pressão sistólica, que depende mais do débito cardíaco. O tratamento com levotiroxina tende a normalizar a pressão arterial, confirmando a relação causal.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre hipotireoidismo e sistema cardiovascular, lembre-se do par: hipotireoidismo crônico → RVP aumentada → hipertensão diastólica; coma mixedematoso → bradicardia, baixo débito, hipotensão. Essa distinção é clássica em provas de endocrinologia.