Acerca de doenças endócrinas, julgue o item subsecutivo.A deficiência grave da vitamina D resulta em hipercalcemia, hipoparatireoidismo secundário, densidade mineral óssea aumentada (nos raios X e na densitometria) e miopatia distal.
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GabaritoE — Errado
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Deficiência de vitamina D e metabolismo do cálcio
Gabarito: letra E (ERRADO). A deficiência grave de vitamina D causa hipocalcemia (e não hipercalcemia), hiperparatireoidismo secundário (e não hipoparatireoidismo), densidade mineral óssea diminuída (e não aumentada) e miopatia proximal (e não distal). O erro está em praticamente todos os termos do enunciado, que inverte o quadro fisiopatológico clássico da deficiência de vitamina D.
A vitamina D é um hormônio essencial para a homeostase do cálcio. Sua forma ativa, o calcitriol (1,25-di-hidroxivitamina D), aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo. Quando há deficiência grave de vitamina D, a absorção intestinal de cálcio cai, levando à hipocalcemia. Essa queda do cálcio sérico é um potente estímulo para a secreção de paratormônio (PTH) pelas paratireoides, caracterizando o hiperparatireoidismo secundário — uma resposta fisiológica compensatória para tentar manter a calcemia. O PTH elevado, por sua vez, ativa a reabsorção óssea osteoclástica, o que diminui a densidade mineral óssea (DMO), podendo levar a osteomalacia e raquitismo. A miopatia associada à deficiência de vitamina D é proximal (atinge musculatura da cintura pélvica e escapular), não distal.
O quadro descrito no enunciado — hipercalcemia, hipoparatireoidismo, DMO aumentada e miopatia distal — é o oposto do que ocorre. A hipercalcemia com hipoparatireoidismo seria vista, por exemplo, em condições como hipercalcemia hipocalciúrica familiar ou após paratireoidectomia, mas não na deficiência de vitamina D. A DMO aumentada não faz sentido na deficiência de vitamina D, pois o PTH elevado promove perda óssea. A miopatia distal não é característica; a fraqueza muscular proximal é um achado clássico.
A banca explora a confusão entre os efeitos da deficiência e do excesso de vitamina D, e entre os quadros de hipo e hiperparatireoidismo. É fundamental dominar a fisiopatologia do eixo cálcio-PTH-vitamina D para não cair nessa armadilha.
Deficiência grave de vitamina D
1Cálcio sérico
Hipocalcemia (absorção intestinal ↓)
2Paratireoide
Hiperparatireoidismo secundário (PTH ↑)
3Osso
Densidade mineral óssea ↓ (reabsorção ↑)
4Músculo
Miopatia proximal (cinturas pélvica/escapular)
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Item — ❌ ERRADO
O enunciado está incorreto em todos os seus elementos:
Hipercalcemia: na deficiência grave de vitamina D ocorre hipocalcemia, pois há redução da absorção intestinal de cálcio.
Hipoparatireoidismo secundário: na verdade, ocorre hiperparatireoidismo secundário, pois a hipocalcemia estimula a secreção de PTH.
Densidade mineral óssea aumentada: na verdade, a DMO está diminuída, devido ao aumento da reabsorção óssea mediada pelo PTH.
Miopatia distal: a miopatia da deficiência de vitamina D é proximal, afetando principalmente a musculatura da cintura pélvica e escapular.