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Questão de Medicina — Gastroenterologia — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaGastroenterologia
Código
ce186239
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Ramo: Clínica Médica)
Um paciente com 45 anos de idade procurou uma unidade de saúde apresentando dor em região epigástrica associada a pirose retroesternal e empachamento pós-prandial, desencadeada pelo jejum e aliviada pela ingesta alimentar. O exame físico mostrou um índice de massa corporal de 40 kg/m² e dor à palpação da região epigástrica. Com base no caso clínico precedente, julgue o item que se segue. A história clínica e o exame físico são suficientes para o estabelecimento do diagnóstico da doença do paciente, não havendo a necessidade da solicitação de exame complementar.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dispepsia: diagnóstico clínico versus necessidade de exames complementares

Gabarito: ERRADO. A história clínica e o exame físico, embora fundamentais e sugestivos, não são suficientes para o estabelecimento do diagnóstico definitivo da doença do paciente, sendo necessária a realização de exames complementares, notadamente a endoscopia digestiva alta (EDA), considerada padrão-ouro para o diagnóstico de úlcera péptica. O caso clínico apresenta sintomas típicos de úlcera duodenal (dor epigástrica desencadeada pelo jejum e aliviada pela alimentação), mas o diagnóstico de certeza exige confirmação por exame complementar.

A dispepsia é um conjunto de sintomas referentes ao trato digestivo superior, como dor ou queimação epigástrica, plenitude pós-prandial e saciação precoce. No caso apresentado, o paciente tem dor epigástrica, pirose retroesternal e empachamento pós-prandial, com uma relação clássica com o jejum e alívio com a ingesta alimentar — um padrão que sugere fortemente úlcera duodenal. O exame físico, por sua vez, revela dor à palpação epigástrica, um achado inespecífico, com baixa sensibilidade e especificidade para indicar lesões orgânicas no trato digestivo alto.

Apesar da forte suspeita clínica, o diagnóstico definitivo de úlcera péptica não pode ser estabelecido apenas com base na anamnese e no exame físico. A endoscopia digestiva alta é o exame padrão-ouro, pois permite a visualização direta da úlcera, a coleta de biópsias para excluir neoplasia e a pesquisa de Helicobacter pylori. O diagnóstico endoscópico de úlcera péptica deve ser acompanhado por biópsias da mucosa no antro e corpo ou fundo gástrico para exclusão de neoplasia e detecção de HP por teste rápido de urease ainda na sala de endoscopia ou pelo exame histológico realizado no laboratório.

A anamnese é o elemento que mais contribui para o diagnóstico, sendo capaz de elucidar o diagnóstico na maioria dos casos, mas não em todos. Estudos mostram que a história clínica geralmente dá o diagnóstico em mais de 75% dos casos, e o exame físico isoladamente em cerca de 9% das situações. No entanto, para o diagnóstico de certeza de úlcera péptica, a endoscopia digestiva alta é indispensável, pois possibilita a visualização direta da úlcera ou das úlceras, além de permitir a obtenção de amostra de tecido por biópsia para avaliação de neoplasia maligna e infecção por H. pylori.

A pegadinha desta questão está em considerar que a forte suspeita clínica, baseada em sintomas típicos, seria suficiente para o diagnóstico definitivo. Na prática clínica, a anamnese e o exame físico são essenciais para levantar hipóteses diagnósticas e direcionar a investigação, mas não substituem a confirmação por exames complementares, especialmente quando há suspeita de doença orgânica como úlcera péptica. O diagnóstico de certeza exige a realização de endoscopia digestiva alta, que é o padrão-ouro.

1Anamnese
Forte suspeita clínica
Dor epigástrica (jejum, alívio com alimento)
Pirose e empachamento
2Exame físico
Dor à palpação epigástrica
Inespecífico (baixa sensibilidade)
3Exame complementar (EDA)
Padrão-ouro
Visualização direta da úlcera
Biópsia (exclui neoplasia)
Pesquisa de H. pylori
Diagnóstico de úlcera péptica
LEVELsoulevel.com.br
Diagnóstico de úlcera péptica: Anamnese (Forte suspeita clínica, Dor epigástrica (jejum, alívio com alimento), Pirose e empachamento); Exame físico (Dor à palpação epigástrica, Inespecífico (baixa sensibilidade)); Exame complementar (EDA) (Padrão-ouro, Visualização direta da úlcera, Biópsia (exclui neoplasia), Pesquisa de H. pylori)

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está errada porque a história clínica e o exame físico, embora sugestivos de úlcera duodenal, não são suficientes para o diagnóstico definitivo. O padrão clássico de dor epigástrica desencadeada pelo jejum e aliviada pela alimentação, associado à pirose e ao empachamento pós-prandial, levanta forte suspeita de úlcera péptica, mas o diagnóstico de certeza exige a realização de endoscopia digestiva alta (EDA), que é o exame padrão-ouro. A EDA permite a visualização direta da úlcera, a coleta de biópsias para exclusão de neoplasia e a pesquisa de Helicobacter pylori, sendo indispensável para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado.

PEGA ESSA DICA!

Na prática clínica, a anamnese e o exame físico são essenciais para levantar hipóteses diagnósticas, mas não substituem a confirmação por exames complementares. Quando houver suspeita de doença orgânica, como úlcera péptica, a endoscopia digestiva alta é o exame padrão-ouro e deve ser solicitada para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas, como neoplasia.

Gabarito: ERRADO.

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