No que se refere às pericardites, julgue o item subsecutivo.A depressão do segmento PR é um achado comum no eletrocardiograma da pericardite aguda.
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GabaritoC — Certo
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Pericardite aguda: achados eletrocardiográficos
Gabarito: letra C (CERTO). A depressão do segmento PR é, de fato, um achado comum e característico no eletrocardiograma da pericardite aguda, acompanhando o supradesnivelamento difuso do segmento ST. Essa associação é descrita na literatura médica como parte do padrão eletrocardiográfico típico da fase inicial da pericardite aguda.
A pericardite aguda é a inflamação do pericárdio, membrana que envolve o coração. Sua causa mais comum é idiopática ou viral, e o quadro clássico inclui dor torácica aguda, que piora com o decúbito dorsal e a inspiração e melhora quando o paciente se inclina para a frente. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas o eletrocardiograma (ECG) é um exame complementar fundamental, pois apresenta alterações típicas que ajudam a confirmar a suspeita e a diferenciar a pericardite de outras causas de dor torácica, como o infarto agudo do miocárdio.
No ECG da pericardite aguda, o achado mais conhecido é o supradesnivelamento difuso do segmento ST, com concavidade para cima, presente na maioria das derivações (exceto em aVR e V1, onde pode haver infradesnivelamento recíproco). Além disso, é frequente a depressão do segmento PR, que corresponde ao intervalo entre o final da onda P e o início do QRS. Essa depressão do PR é um achado bastante específico da pericardite, ajudando a diferenciá-la de outras condições que também cursam com supradesnivelamento do ST, como a repolarização precoce e o infarto. A depressão do PR ocorre porque a inflamação do pericárdio atinge também o átrio, alterando a repolarização atrial.
A evolução eletrocardiográfica da pericardite aguda costuma seguir quatro estágios: no estágio I, há supradesnivelamento difuso do ST e depressão do PR; no estágio II, os segmentos ST e PR se normalizam e a onda T se achata; no estágio III, ocorre inversão difusa da onda T; e no estágio IV, o ECG se normaliza. É importante lembrar que essas alterações nem sempre estão presentes em todos os pacientes, e traçados seriados podem ser necessários.
A banca explora aqui um conhecimento clássico de eletrocardiografia: a associação entre a depressão do PR e a pericardite aguda. O candidato que confunde esse achado com outras alterações, como o infradesnivelamento do ST (que sugere isquemia), pode marcar a alternativa errada. Portanto, a afirmativa está correta.
1Supra ST difuso + depressão PR
2ST e PR normalizam, T achata
3Inversão difusa da onda T
4ECG normaliza
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Alternativa C — ✅ CERTO ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. A depressão do segmento PR é um achado comum e característico do ECG na pericardite aguda, conforme descrito na literatura médica. O padrão típico inclui supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima, acompanhado de depressão do segmento PR (com correspondente supradesnivelamento em aVR). Esse conjunto de alterações é observado na fase inicial da pericardite aguda e auxilia no diagnóstico diferencial com outras causas de dor torácica.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os achados do ECG na pericardite aguda, lembre-se do mnemônico "ST PR": Supradesnivelamento do ST e Pressão do PR (depressão). Na pericardite, o ST sobe e o PR desce. Já no infarto, o ST sobe, mas o PR permanece normal. Essa diferença é crucial para o diagnóstico diferencial.