Julgue o item subsequente, a respeito de cardiomiopatias secundárias.Ao contrário da cardiomiopatia restritiva idiopática, a cardiomiopatia restritiva por amiloidose associa-se ao aumento da espessura da parede muscular do ventrículo esquerdo e a alterações leves na sua função sistólica em fase inicial.
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GabaritoC — Certo
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Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: na cardiomiopatia restritiva por amiloidose, há aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo (padrão infiltrativo) e, em fase inicial, a função sistólica costuma estar preservada ou apenas levemente alterada — ao contrário da forma idiopática, que cursa com espessura parietal normal ou discretamente aumentada e disfunção diastólica predominante. Essa distinção é clássica e amplamente descrita na literatura de cardiologia.
A cardiomiopatia restritiva (MCR) é um grupo heterogêneo de doenças caracterizado por restrição do enchimento ventricular — os ventrículos tornam-se rígidos, com complacência reduzida, o que eleva as pressões de enchimento e leva a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp). Diferentemente da cardiomiopatia dilatada (que cursa com dilatação e disfunção sistólica) e da hipertrófica (que cursa com hipertrofia concêntrica), a MCR clássica apresenta ventrículos de tamanho normal ou pequeno, átrios acentuadamente aumentados e função sistólica globalmente preservada nas fases iniciais.
A amiloidose cardíaca é uma causa infiltrativa de MCR: proteínas amiloides insolúveis depositam-se no interstício miocárdico, aumentando a espessura das paredes ventriculares (padrão de "pseudo-hipertrofia") e reduzindo a complacência. No ecocardiograma, observa-se espessamento parietal — frequentemente simétrico — com aspecto granular/brilhante do miocárdio, átrios dilatados e disfunção diastólica restritiva. A função sistólica (fração de ejeção) pode estar normal ou apenas levemente reduzida no início, deteriorando-se com a progressão da doença. Já a MCR idiopática (ou primária) não apresenta esse padrão infiltrativo: a espessura parietal costuma ser normal ou discretamente aumentada, e o quadro é dominado pela disfunção diastólica.
A tabela abaixo resume as principais diferenças entre as duas formas:
A pegadinha da questão está em associar a amiloidose a um padrão "restritivo puro" sem espessamento — quando, na verdade, o espessamento parietal é uma das marcas da doença infiltrativa. O candidato que confunde MCR idiopática com amiloidose tende a marcar ERRADO, mas a afirmativa está correta ao destacar exatamente essa diferença.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a MCR idiopática (parede normal) e a MCR infiltrativa por amiloidose (parede espessada). Lembre-se: na amiloidose, o depósito de proteína aumenta a espessura da parede — é um achado ecocardiográfico típico, não uma exceção.
Cardiomiopatia restritiva
1Idiopática
Parede do VE normal/discreta
Disfunção diastólica predominante
2Amiloidose (infiltrativa)
Parede do VE aumentada (pseudo-hipertrofia)
Função sistólica inicial preservada/leve
ECG: baixa voltagem + pseudoinfarto
Envolvimento multissistêmico
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Item — ✅ CERTO
A afirmativa está correta. Na amiloidose cardíaca, o depósito intersticial de proteínas amiloides promove aumento da espessura da parede ventricular esquerda (padrão infiltrativo), enquanto a função sistólica costuma estar preservada ou apenas levemente comprometida nas fases iniciais — exatamente o oposto do que se observa na MCR idiopática, que cursa com espessura parietal normal ou discretamente aumentada e disfunção diastólica predominante. A literatura de cardiologia (incluindo diretrizes de miocardiopatias) descreve esse padrão como característico da amiloidose, sendo um dos critérios ecocardiográficos para sua suspeita diagnóstica.